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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Crítica: A queda de Hyperion {Livro}

"O futuro é um espelho quebrado onde cada fragmento reflete uma mentira diferente."

O Livro que vim trazer hoje aqui é "A queda de Hyperion" escrito por Dan Simmons publicado no ano de 2024, possui 759 páginas e foi publicado aqui pela Aleph.

Essa continuação é bem maiorizinha que o primeiro livro que faz parte da quadrilogia de Hyperion.Gente, se eu já estava surtada com o final do primeiro livro, esse aqui me deixou sem palavras! Eu terminei o anterior super empolgada e confesso que esse segundo superou todas as minhas expectativas.

Aqui em o mundo de Hyprion você encontra um mundo onde a política, a ecologia, a religião e batalhas se misturam criando assim um mundo maravilhoso e muito bem contado em cada uma dessas partes. Uma coisa que chama atenção e me deixar curiosa são as muitas referências bíblicas, porém o que me deixa mais apaixonada e empolgada são as referencias à mitologia grega que sempre comento é algo que curto muito.

A construção de mundo é excelente, assim como os personagens e as tramas. A quadrilogia foi escrito na década de 90, contudo os temas são super atuais, parece que foi criada recente, essa com certeza é uma história que envelhece muito bem..

"A árvore de espinhos não é apenas um lugar de tortura; é um monumento à incapacidade humana de esquecer o próprio pecado."

Eu não sou nenhuma especialista em ficção científica complexa, mas a história te prende de um jeito que você nem sente o tempo passar. Adorei cada momento, cada mudança e a temática que vem me deixando cada vez mais curiosa pelo mundo, mas que me deixa curiosa e quero compartilhar com vocês esses três pontos:

A "Matemática" e a Tecnologia: Eu que gosto desse lado mais exato e lógico, fiquei fascinada. Ver como as Inteligências Artificiais e os cálculos de destino da humanidade funcionam nesse universo é incrível. É um prato cheio para quem curte esse clima mais tecnológico e racional por trás da fantasia.

O Mundo Expandido: Sabe quando você se surpreende com o tamanho da história? Aqui a gente sai daquela rodinha de histórias dos peregrinos e vê o universo inteiro entrando em colapso. É gigante, é ambicioso e muito bem construído.

As Respostas: O mistério das Tumbas Temporais e do Picanço começa a fazer sentido, e cada descoberta é um choque diferente. A história toma rumos que eu não esperava e me deixou ainda mais vidrada nesse mundo.

"Vocês, humanos, criaram deuses à sua imagem, mas as IAs criaram um universo à imagem da lógica, e não há lugar para a alma nesse cálculo."

Antes de finalizar minha opinião preciso ressaltar que no mesmo momento que venho compartilhar o quanto a história me conquistou e o quanto eu gostei, preciso também registrar que em muitos momentos eu fico confusa, pois e muita informação é tanta coisa acontecendo são tantos personagens que há momentos em que estou entendendo tudo e do nada fico confusa e a história do nada pahhh se embaralha na minha mente, então não fique preocupada se você também passar por esses momentos de confusões, pois a história vale a pena.

Com certeza essa continuação manteve o nível do primeiro livro e me deixou muito mais empolgada, contudo preciso comentar que teve algum momentos que por mais que tenha amado e estava gostando da escrita em algumas partes do meio da história eu achei um pouco lento, arrastada, mas depois logo de passar por esse momento o final veio para melhorar muito e voltar a me deixar super mega empolgada com a continuação que já tenho em mãos. Ah cabe ressaltar que esse livro encerra e deixa bem amarradinho essa primeira duologia, o que precisava ser trabalhado foi e foi bem encerrado.

É uma continuação que não perde o fôlego. Se você, como eu, gosta de ver como a lógica e a matemática se misturam com uma história épica de sobrevivência, você vai amar. Terminei o livro querendo mais, totalmente imersa nesse universo que o Dan Simmons criou. Vale cada página!

P.s: Este livro recebi da parceria que consegui no ano de 202 com a Editora ALEPH contudo quero ressaltar a vocês que mesmo sendo um material recebido de parceria minha opinião é de coração e sincera sobre o que eu achei da história.

👉Onde comprar: https://editoraaleph.com.br

Selo de Leitura:

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Crítica: A empregada {Livro}

“Eu diria que há pelo menos 25% de chance de ela me assassinar enquanto eu durmo se eu conseguir esse emprego.”

O Livro que vim trazer hoje aqui é "A empregada" escrito por  Freida McFadden publicado no ano de 2023, possui 400 páginas e foi publicado aqui pela Arqueiro.

Dada a onipresença de Freida McFadden nas redes sociais e a notícia de que uma adaptação cinematográfica estava por vir a caminho, decidi finalmente descobrir o que havia por trás de tanto barulho. Por receio da escrita da autora, optei pelo audiobook (disponível em plataformas como a Audible da Amazon) como um "teste drive" antes de investir no livro físico. A conclusão? O físico vai passar longe da minha estante.

A premissa é instigante: Millie, uma ex-detenta tentando recomeçar, aceita trabalhar como empregada para a rica e instável Nina Winchester. No início, a narrativa flui bem e o formato de áudio ajuda a manter o ritmo dos plot twists típicos do gênero domestic thriller. No entanto, o grande problema reside na construção das personagens.

“Eu deveria ter fugido enquanto tive a chance. Agora minha oportunidade se foi. Agora que os policiais estão na casa e descobriram o que há lá em cima, não há como voltar atrás.”

O que mais me incomodou, entretanto, foi o abismo entre a propaganda e a entrega: baseada nas opiniões que acompanhei em comunidades, com isso eu esperava protagonistas astutas e de fibra, mas encontrei personagens femininas que soaram fracas e até um pouco "bobinhas" em suas decisões. O marketing da obra vende figuras femininas fortes e resilientes, mas o que encontrei foram mulheres cujas motivações e ações parecem forçadas para servir apenas ao choque do roteiro. Em vez de força, senti uma falta de profundidade que me impediu de criar uma conexão real com elas. Embora a escrita não seja odiável e tenha seus momentos de entretenimento rápido, a falta de verossimilhança na personalidade das protagonistas me desanimou.

A sensação é de que elas ficaram à mercê de conveniências do roteiro, perdendo aquela força que o gênero exige para ser memorável. Para quem buscava mulheres no comando de suas próprias complexidades, a narrativa entregou figuras que não sustentam o peso da trama, frustrando quem, como eu, foi com sede ao pote esperando algo mais inteligente e robusto.

É um livro de consumo rápido que cumpre o papel de "entretenimento passageiro", mas que não justifica o investimento em uma edição física pelo menos para mim e que aqui fique claro que não quero magoar ninguém com essa minha opinião, pois como acabo de falar é apenas a opinião do que eu achei da história. Muitos podem ter amado, contudo muitos como eu podem não ter gostado tanto assim do livro e tudo bem.

Ah!! Se você amou o livro não esquece de ver como Sydney Sweeney e Amanda Seyfried darão vida a essa trama nas telas. Por fim não posso esquecer de comentar que já assisti ao filme e que ainda essa semana estarei compartilhando lá no meu instagram e blog de filmes o que eu achei dessa adaptação.

“Há algo neste quarto que está fazendo um nó de pavor se formar no meu estômago.”

P.s: Para continuar a leitura ou escutar os audiobooks da sequencia só se eu ganhar ou estiver de graça por algum tempo nos aplicativos, caso contrario vou ficar por esse mesmo.

Selo de Leitura:

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Crítica: Hyperion {Livro}

"Todos somos peregrinos em busca de uma resposta que talvez não queiramos ouvir."
"O tempo é a função da dor. Se não há dor, não há tempo."

O Livro que vim trazer hoje aqui é "Hyperion" escrito por Dan Simmons publicado no ano de 2023, possui 560 páginas e foi publicado aqui pela Aleph.

Esse é um dos livros que recebi no ano passado como os últimos pedidos da parceria com a Aleph. Recebi esse é o primeiro volume da quadrilogia de "Hyperion", e esse e o segundo foram meus dois últimos pedidos.

Minha jornada com Hyperion, de Dan Simmons, começou com uma expectativa moderada. Pensei que gostaria do livro, mas jamais imaginei que me apaixonaria tanto pela história e pelo mundo fascinante que Simmons criou, com sua narrativa absolutamente excelente. A cada página, a trama se aprofundava e ficava melhor.

A estrutura narrativa é um dos pontos altos. Assim como comentei ao ler "Planeta dos Macacos", adoro histórias contadas a partir de relatos em primeira pessoa, como se estivéssemos lendo um documento ou pergaminho. Essa sensação de "história dentro da história" se repete aqui, já que o livro se desenrola através das narrativas dos sete peregrinos, o que me deixou super empolgada desde o início.

O livro nos apresenta as histórias de Padre Lênar Hoyt, Coronel Fedmahn Kassad, Acadêmico Sol Weintraub, Detetive Privada Brawne Lamia, O Cônsul, Poeta Martin Silenus. Cada relato é único, abordando temáticas totalmente diferentes, mas todos convergem para nos dar uma fatia, ainda que pequena, desse universo gigantesco e complexo.

"Em tempos de crise, a fé é o único refúgio que não exige lógica, apenas entrega."
"Palavras são os únicos fios que restaram para tecer o sentido no vazio."

Para quem procura uma história bem estruturada, com personagens interessantes e um universo ricamente desenvolvido, Hyperion é a escolha certa. É aquele tipo de história que prende do começo ao fim.

Um pequeno adendo que, na minha opinião, poderia melhorar a experiência: um glossário no final do livro seria extremamente útil. O autor cria muitos termos e conceitos próprios para tecnologias e ideias do universo, e tive que anotar várias coisas para não me perder. Um glossário auxiliaria muito o leitor a se orientar nesse mundo vasto.

Por fim, o que mais posso dizer a não ser que este livro é uma leitura obrigatória para qualquer fã de ficção científica? É simplesmente ABSURDO, o melhor livro que já li na vida, e isso não é exagero.
Se você já gosta do gênero ou sente falta desse tipo de história imersiva, "só se joga", pois sei que vai amar.

"Nós somos a soma de tudo o que perdemos, mas também de tudo o que escolhemos lembrar."
"A evolução não tem consciência. Ela apenas avança sobre os cadáveres dos que não conseguiram se adaptar."

P.s: Este livro recebi da parceria que consegui neste ano de 2025 com a Editora ALEPH contudo quero ressaltar a vocês que mesmo sendo um material recebido de parceria minha opinião é de coração e sincera sobre o que eu achei da história.


👉Onde comprar: https://editoraaleph.com.br


Selo de Leitura:

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Crítica: A Hipótese do Amor{Livro}

“Ela o amava ainda mais por isso. Por olhar para ela como se ela fosse o começo e o fim de cada pensamento dele.”

O Livro que vim trazer hoje aqui é "A Hipótese do Amor " escrito por Ali Hazelwood publicado no ano de 2022, possui 336 páginas e foi publicado aqui pela Arqueiro.

Gostaria de ter comprado a edição de capa dura, mas aproveitei a promoção e acabei comprando a capa comum e apesar de quer uma edição mais luxuosa esse livro foi muito gostosinho de ler, pois o manuseio dele foi maravilhoso o livro não é duro a abertura dele é muito boa deixando leve e não forçando o pulso para segura-lo para ler. Precisava comentar isso, pois amo livros levinhos para ler.

Outro ponto que quero comentar é que estava receosa para a leitura, pois como houve e ainda há um hype muito grande e nos livros da autora eu fiquei meio que com o pé atrás, contudo assim que li a resenhas de amigas que sigo e confio na opinião esse ponto amenizou, mas o que me fez querer ler mesmo foi o fato de que foi anunciado que o livro seria adaptado e queria ler antes de assistir a adaptação, pois não são todas as adaptações que assisto e quero ler e pensei que isso poderia acontecer aqui.

MAS VAMOS A HISTÓRIA...

A história gira em torno da Olive Smith, uma doutoranda cheia de inseguranças, bolsos vazios e uma vontade imensa de provar para si mesma que merece estar onde está. Para além dos seus desejos acadêmicos ela acaba se metendo em uma bagunça digna de uma comédia mexicana com Adam Carlsen, famoso professor, PHD odiado por todos.

“Estou começando a me perguntar se isso é o que é estar apaixonado. Se rasgar em pedaços, para que a outra pessoa possa ficar inteira."

Sobre os personagens, bom é impossível você não acabar gostando deles (com exceção de um que me deu asco). Olive é aquela personagem que você quer abraçar, sentar com ela num café e dizer: “amiga, você é brilhante, só acredita um pouquinho mais em você”. Adam Carlsen, o terror acadêmico, o cara que reprova alunos como quem troca de jaleco, o homem alto, mal-humorado e misterioso que parece ter saído de um catálogo de “homens ranzinzas que vamos amar sem querer”. Os amigos de ambos personagens principais são legais e divertidos e você acaba gostando deles também, com exceção de um.

Outro ponto maravilhoso é o cenário acadêmico. Hazelwood, como boa mulher da área científica, coloca Olive e Adam naquele ambiente cheio de pressão, projetos, congressos e laboratórios que mais parecem personagens extras da história. E ainda aborda aquela velha conhecida de muitas mulheres: o machismo velado (e às vezes não tão velado) no meio científico.

Mais pontos a comentar é o humor do livro e  as situações absurdas em que Olive se mete tentando sustentar a própria mentira. O “falso namoro” deles começa desajeitado, fofo, tímido… e vai crescendo de um jeito tão natural que a gente percebe antes dos personagens que já tem sentimento ali. A química entre eles de forma tão orgânica que você não precisa de grandes declarações para sentir o carinho, o respeito e o afeto brotando página após página.

E por último vamos ao famigerado "hot" que o povo vive comentando. Bom, pra mim foi só um momento em que os desejos físicos acabam tendo um desfecho como acontece com qualquer um que tenha se apaixonado, se atraído, ou apenas está a fim de sexo. Não achei nada demais e nem achei uau omg, meu deus, é apenas algo que acontece, normal. E pra quem não gosta de romances com cena de sexo não se preocupe é apenas uma cena e não o livro todo como acontece com muitos romances que eram para ser mais romances e são mais hot.

É slow burn? É. Faz a gente sofrer um pouquinho? Faz. Mas é gostoso demais. E têm mais se você gosta de um bom romance fake dating, um livro leve, divertido e com uma ótima química com o casal leia. Se você como eu ficava meio desconfiada ou com medo do hype grande que há nos romances da autora, arrisque e leia, pois acredito que vá curtir esse romance.

Por fim confesso que quero ler mais livros da autora, pois gosto desses livros rapidinhos que divertem, é claro que o mais desejado entre eles no momento é "Parceira", pois têm lobo e eu amei "Noiva".

“Eu sei que é assustador ser vulnerável, mas você pode se permitir se importar. Você pode querer estar com as pessoas como mais do que apenas amigos ou conhecidos casuais.”

Selo de Leitura:

sábado, 13 de dezembro de 2025

Crítica: Qual Seu Número?{Livro}

"Comecei a ficar um pouco constrangida com o meu número. Então decidi que vinte seria o meu limite. Não mais. Nunca mais."

O Livro que vim trazer hoje aqui é "Qual Seu Número? - Ela está atrás do ex de sua vida." escrito por Karyn Bosnak publicado no ano de 2011, possui 421 páginas e foi publicado aqui pela Novo Conceito.

Antes de falar do que eu achei do livro, queria comentar que não gosto de capas de livros com capa do filme ou série e este é um de que não acho feio, mas não acho bonito também.

Uma das coisas que eu amo muito nos livros da Novo Conceito é a diagramação o capricho das suas edições como é o caso deste livro onde a fonte é diferenciada, e a abertura dos capítulos são diferenciadas o que deixa a leitura mais divertida. É uma pena não ter mais a editora no mercado amava tanto ela e os títulos que ela trazia.

Assisti esse filme quando ele saiu no cinema e não tinha ideia que ele era baseado em um livro. Assim que a editora anunciou ele fiquei curiosa para saber como seria a história no livro então em o adquiri no ano que ele foi lançado '2011' e no fim ele ficou ali na estante esperando para ser lido e acabou que o esqueci, mas agora com esse desafio de leituras que criei resolvi pega-lo para ler.

"Todo mundo tem um número. Na verdade, todos temos alguns números: o que contamos aos amigos, o que contamos ao parceiro... e o que contamos a nós mesmos"

Mas enfim qual é a história do livro??
Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes, mas tudo muda quando ela lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher de 30 anos é de 10,5 e se o número acima dessa média, seria impossível achar a pessoa certa, com isso ela fica desesperada e assustada por estar muito acima dela. Com isso ela sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los, agora será que um deles estará disposto a esquecer o passado e começar uma linda história de amor?

O livro é narrado em 1ª pessoa, sendo ela deliciosa, gostosinha demais de ler, posso dizer que ela é até hilária já que acabamos rindo em vários momentos da história. A autora consegue nos contar um romance com uma problemática, (eu enxerguei assim o fato de estar falando de uma mulher aos 30 anos que não casou e não ter filho) de uma forma que nos diverte e também nos cativa.

"Às vezes, a gente precisa olhar para trás para perceber que o que sempre procurou estava bem na nossa frente."

Além dos seus problemas românticos, Delilah  acabou de ser demitida da empresa em que trabalhava. Para piorar tudo, quando acabou se embriagando em uma festa acabou dormindo com seu ex-chefe mala e sua irmã caçula, Daisy, está noiva e de casamento marcado.

Como não bastasse ainda têm que escutar Kitty, e suas amigas chatas e fofoqueiras, passem a questionar sua vida pelo fato dela estar ‘velha’ não ter se casado, não ter tido filhos ainda.

Isso tudo deixa Delilah mais desesperada para encontrar o homem que vai completá-la, que vai ser o que ela quer, mas até lá nossa protagonista vai passar por poucas e boas. Nesta louca procura de encontrar o cara certo, o cara que vai ser seu número, ela acaba recebendo a ajuda do seu lindo vizinho irlandês Colin e de uma yorkshire cativante chamada Eva.

"Não é sobre o número, é sobre o que cada pessoa representa na sua história."

O livro Qual é o Seu Número? apresenta, sob o tom leve de uma comédia romântica, uma reflexão interessante sobre os padrões sociais que ainda moldam e limitam a vida das mulheres.

Enfim, preciso comentar que esse livro me fez pensar no quanto nós, mulheres, escutamos sobre o tempo passar, sobre não ter mais tempo, sobre estar “fora da validade”. Digo isso por experiência própria, pois por não ser casada e não ter filhos, acabo sendo julgada por isso. É impossível não ouvir, de vez em quando, algum comentário idiota por não seguir o padrão do que “deveria ser o certo”. Nesse sentido, Qual é o Seu Número? vai além do humor e das situações embaraçosas ele toca, ainda que de forma sutil, na angústia real de quem vive sob o olhar constante das expectativas alheias.

Karyn Bosnak, com sua escrita leve e provocadora, usa o riso como instrumento de crítica. Delilah, ao revisitar seus antigos relacionamentos, revisita também as ideias impostas sobre amor, sucesso e feminilidade. O livro nos faz rir, mas também pensar: quantas vezes adaptamos nossos desejos apenas para caber em uma narrativa que não é nossa? No fim, o verdadeiro “número” de Delilah não está em quantos homens ela teve, mas em quantas vezes precisou se reencontrar em meio ao julgamento dos outros.

CURIOSIDADE:
➺A adaptação saiu em 2011, dirigido por Mark Mylod com Anna Faris, Chris Evans.
➺Você pode assistir ao filme "Qual Seu Número?" na Netflix, Prime Video ou Globoplay.

Selo de Leitura:

domingo, 7 de dezembro de 2025

Crítica: A Garota do Penhasco {Livro}

"Mãe eu estou ajudando a divertir uma garotinha solitária, não estou me mudando para lá! Qual é o problema? – Sim – sussurrou para si mesma –, e você é uma mãe sem filha.” 

O Livro que vim trazer hoje aqui é "A Garota do Penhasco" que é escrito pelo autora Lucinda Riley publicado no ano de 2013, possui 523 páginas e foi publicado aqui pela Editora Novo Conceito.

Minha edição é a da Editora Novo Conceito e acho linda a capa, hoje é a Editora Arqueiro a responsável pela publicações da autora e têm trazido esses livros que eram publicados pela novo conceito agora com novas lindas novas capas.

Se não estiver errada esse é o quarto e último livro que eu tenho da autora. Separei ele para ler nesse mês para o desafio de ler livros abandonados na estante e também porque ao procurar livros o título ficou ali me chamando atenção.

A história principal é a de Grania Ryan, mas o livro possuiu três narrativas ora conhecemos um pouco de uma, ora de outra. Segue assim até que elas encontram um ponto de interseção onde as coisas param de ficar confusas e começam a se tornam uma só.

A história é narrada por Aurora e,  sendo contada em terceira pessoa, o que me deixou super empolgada, gosto de narrações na terceira pessoa, pois é como se o personagem estivesse a conversar com a gente, contudo sei que há pessoas que não gostam desse tipo de narrativa.

A narrativa em terceira pessoa cria uma conexão íntima entre leitor e narrativa, além de ajudar muito na compreensão de certos acontecimentos especialmente porque o enredo alterna entre passado e presente, o que é uma marca da autora. Eu gosto de histórias que ficam passando de um tempo para outro é algo que pra mim sempre vai ser um ponto positivo, mas entendo que para alguns pode ser confuso, porém com a narrativa da autora e os recursos que ela usa para nos contar a história dá ritmo e clareza à leitura, tornando-a ainda mais envolvente.

Uma das coisas que acontece com os livros da autora é que de inicio eu acabo demorando para engatar na história, mas depois de um tempo a leitura vai fluindo e vou avançando mais rápido e gostando mais e mais da história e por fim acabo me prendendo muito a leitura.

“Todo ser humano tem uma experiência fascinante, com um grande elenco de personagens bons e maus. E quase sempre, em algum ponto ao longo do caminho, essa história é mágica. Deram-me o nome de uma princesa de um famoso conto de fadas. Talvez seja esse o motivo de eu sempre ter acreditado em magia. E à medida que fui ficando mais velha, compreendi que um conto de fadas é uma alegoria sobre a grande dança da vida de que todos participamos, desde o instante em que nascemos. E não existe escapatória até o dia em que morremos.”

É um romance de uma beleza singela e de uma delicadeza incontestável. A autora consegue transformar cada personagem em um reflexo das complexidades humanas: suas falhas, desejos, medos, dores e, principalmente, sua capacidade de superação. Tudo é retratado de maneira sensível e verdadeira, sem exageros, o que torna fácil se identificar com as emoções que transbordam das páginas.

Outro ponto que merece destaque é o protagonismo feminino. As mulheres deste livro são retratadas com profundidade e realismo, cada uma carregando uma história intensa e marcada por dramas muito humanos. São personagens que nos tocam de diferentes formas, despertando empatia, reflexão e, às vezes, até dor.

Entre todas elas, Aurora brilha com uma força especial. Longe de ser uma criança comum, ela carrega uma sensibilidade única, quase mágica, que a torna capaz de perceber o mundo de uma forma diferente. Sua presença traz um toque de encantamento à narrativa aquele tipo de magia que não vem do sobrenatural, mas da pureza de quem sente tudo com o coração.

Em resumo, é um livro que fala de amor, perda, recomeço e humanidade. Uma leitura que nos faz refletir sobre nossas próprias dores e afetos, e que, ao final, deixa uma sensação doce e melancólica de ter vivido algo genuíno e profundamente belo.

Se você já gosta da autora e ainda não leu "A Garota do Penhasco" leia, pois tenho certeza que vai amar, eu que não leio tanto ela amei esse livro pensei que já tinha encontrado um favorito dos que tinha dela, mas esse mudou minha opinião e se tornou o livro que mais gostei da autora.

“Todos lidamos com os nossos problemas de maneira diferente e ninguém está certo ou errado.”

Selo de Leitura:

domingo, 23 de novembro de 2025

Crítica: Bartleby, o escrivão {Livro}

"Prefiro não..."

O Livro que vim trazer hoje aqui é "Bartleby, o escrivão" escrito por Herman Melville publicado no ano de 2023, possui 256 páginas e foi publicado aqui pela Antofágica.

A história é narrada por um advogado que tem um escritório em Wall Street. Ele contrata um novo escrivão, Bartleby, para copiar documentos. No começo, Bartleby trabalha muito bem, mas logo começa a se recusar a fazer qualquer outra tarefa, respondendo sempre com a frase: “Prefiro não fazê-lo.”

“Às vezes me pareceu que a solidão de Bartleby era imensa, como se tivesse sido despejado no mundo por um erro.”

O livro trás um conto onde depois de ler e refletir sobre a história encontramos os temas como: solidão, alienação no trabalho e a dificuldade de se conectar com o outro.

Esse final, e esses pontos em que encontramos no conto nos faz pensar em como agimos, em como rejeitamos as coisas em nossa vida, pois é mais fácil dizer não, mas nos deixa pensar em como precisamos ficar mais atentos, mais críticos e principalmente mesmo não sendo fácil para muitos a importância de se conectar com outras pessoas.

Outro ponto que fiquei a pensar é sobre a depressão, pois de certa forma as atitudes de Bartleby lembra muito de alguém com depressão ou outra doença psicológica.

Li o livro em áudio book, mas ao pesquisa-lo a amazon encontrei lá fotos com o interior do livro e que diagramação fantástica e como eu me atraio por coisas diferentes essa diagramação ganhou meu coração achei ela encantadora e imagino que a leitura no físico com essa diagramação deva trazer outro tipo de sensação.

Ao terminar o livro "Prefiro não" é uma frase que fica em mente repetindo e repetindo e te deixando pensado sobre como tudo aconteceu, como foi o fim, além de pensar em o que poderia ter sido feito para ajudar Bartleby, mas também nos deixa pensando sobre como ajudar alguém que esta passando por esse momento e até mesmo tentando abrir a mente para quem esta passando por esses momentos e quer pedir ajudar e não sabe como.

Para quem gosta desse tipo de livro, para quem trabalha ou estuda psicologia e para quem quer discutir sobre a temática esse livro vai ser ótimo e com certeza vai render muitas pautas para trabalhar com ele.

“Eu preferia deixar Bartleby quieto, pois havia algo em sua recusa que paralisava qualquer resistência.”

CURIOSIDADE:A expressão "Bartleby" ou "Síndrome de Bartleby" passou a descrever uma atitude de recusa passiva, desinteresse pela vida, ou um niilismo radical e inerte, especialmente em relação ao trabalho e à conformidade social.

O significado de "Bartleby": Recusa passiva, Desinteresse e melancolia, Revolta contra o sistema e Niilismo.

Selo de Leitura:

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Crítica: O Nariz {Livro}

"Como o nariz podia andar sozinho? E, no entanto, ele o viu — o nariz, vestido de uniforme, entrando na catedral."

O Livro que vim trazer hoje aqui é "O Nariz " escrito por Nikolai Gógol publicado no ano de 2021, possui 160 páginas e foi publicado aqui pela Antofágica.

Um barbeiro encontra um nariz dentro do pão que ele está cortando. Esse nariz, na verdade, pertence a um funcionário chamado major Kovaliov. O problema é que o nariz desapareceu do rosto dele sem explicação! E pior: o nariz ganhou vida própria, anda sozinho pela cidade e até se veste como um oficial importante.

"Sem nariz, um homem não é respeitado. Ele não pode se apresentar em lugar algum. O nariz é quase mais importante que os olhos."

Não iria pegar mais nenhum escritor Russo, pois apensar de não ter odiado os livros anteriores entendi que pra mim não era uma leitura do momento, quem saiba no futuro, contudo fiquei curiosa por esse pequeno livro e acabei escutando eles enquanto estava a fazer outras atividades e apesar de continuar com aquele sentimento de não é leitura pra mim no momento acabei gostando muito da história, pois ela me fez rir em alguns momentos.

No inicio você fica pensando na criatividade do autor ao usar uma parte do corpo para criar uma história que no começo é estranha e engraçada, maluca, mas ao mesmo tempo que é uma história doida e criativa ao mesmo tempo.

"Como poderei aparecer em sociedade agora? Que moça há de se interessar por mim? O nariz sempre foi minha parte mais notável!"

Por fim parando para pensar sobre a história e abandonado a maluquice do nariz ter vida própria você percebe que Gógol usa essa situação absurda para criticar a sociedade russa da época, que se importava demais com aparência, status e títulos.

O nariz é uma leitura divertida que acabou por me surpreender muito. Fora a história as notas sobre o texto são ótimas e auxiliam muito no decorrer da história. Então se você como eu não é muito da literatura Russa, ou que no momento ela não é o tipo de livro que vai funcionar com você, conheça  "O Nariz", pois vai gostar e se divertir com essa história.

"É espantoso como certas coisas acontecem no mundo: às vezes, um nariz desaparece de um homem, e, outras vezes, ele aparece como se nunca tivesse desaparecido."

Selo de Leitura:

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Crítica: Três irmãs {Livro}

“A promessa de nunca se separarem foi o fio invisível que manteve as três irmãs vivas.”
“Em meio ao caos, a lembrança da família se tornou abrigo.”
“Sobreviver deixou de ser apenas instinto; virou ato de coragem.”

O Livro que vim trazer hoje aqui é "Três irmãs" escrito por Heather Morris publicado no ano de 2022, possui 352 páginas e foi publicado aqui pela Planeta.

A Autora é conhecida por seus outros dois livros "O tatuador de Auschwitz" e "A viagem de Cilka" que me deixaram com muita vontade de ler, mas antes preciso colocar o coração no lugar, pois esse livro me deixou em frangalhos. Três irmãs é baseado em uma história real de dor, luta e esperança.

Uma promessa... As irmãs Cibi, Magda e Livia fizeram uma promessa ao pai: sempre estariam juntas, não importa o que acontecesse a elas.  Anos depois, com apenas 15 anos, Livia é enviada a Auschwitz pelos nazistas e Cibi sua irmã mais velha de 19 anos, decide cumprir a promessa e vai com Livia, determinada a proteger a irmã ou a morrer com ela. Após alguns anos Magda agora com 17 anos, também é transportada para o terrível campo de extermínio.

“Mesmo nas sombras mais densas, elas escolheram acreditar na luz.”
“A dor as marcou, mas a esperança as guiou.”
“O amor entre irmãs foi a força que nenhum campo conseguiu destruir.”

Li/Escutei o livro e a narração dele é muito boa, a delicadezas da nação do livro te deixa mais emocionada ainda, te deixa mais unida a história.

A história delas é o testemunho da forma do amor da resistência humana, da compaixão e empatia onde nos mostra o quão forte elas foram uma pelas outras, o quanto ela ficaram unidas no meio de todo terror onde não abandonaram a humanidade.

Para além de acompanhar o laço forte das irmãs aqui vamos acompanhar o horror dos campos de concentração.

“A sobrevivência não era apenas física, era também um pacto de amor.”
“Cada lágrima derramada era também uma declaração silenciosa de resistência.”
“A esperança, mesmo frágil, foi a arma mais poderosa que possuíram.”

Essa parte é spoiler, mas quero deixar registrado aqui as datas: Em 1942, Livi é convocada a se apresentar para a seleção e Cibi não permite que a irmã vá sozinha. Durante 1942-1944, Magda, Chaya (mãe das 3 irmãs) e o avô conseguem permanecer em Vranov.

Em Julho de 1944 eles são obrigados a ir para seleção dos que seriam enviados aos campos. Em 24 de outubro de 1944, assim que chegam aos campos, Chaya e o pai são assassinados nas câmaras de gás.

Em 1945 ao final da guerra, as irmãs voltam para sua casa, encontram ela ocupada e são obrigadas a sair a forma de sua residência.

“O medo não apagou o laço entre elas, apenas o fortaleceu.”
“A lembrança do lar foi a chama que as impediu de sucumbir.”
“No lugar em que a humanidade parecia morrer, elas escolheram permanecer humanas.”

Esse é um livro que nos faz refletir sobre o passado e que nos deixa em frangalhos, com o coração pesado, partido e cheio de lágrimas por toda dor que acompanhamos na história.

"Prometa que sobreviverá"... *suspiro pesado* Essa frase retumba na alma, nos deixa com ela em mente no decorrer da leitura em cada momento que você acha que será o fim, essa frase acaba se tornando cada vez mais forte acompanhando cada batido do nosso coração até que você possa respirar mais calmamente.

Se vocês ainda não conhecem, não leram ainda?? Leia, apenas leia!! Não deixe de conhecer essa história, com toda certeza essa leitura deveria ser obrigatória.

“Entre a escuridão e a dor, elas descobriram que o amor era indestrutível.”
“Cada dia vivido era uma vitória silenciosa contra aqueles que queriam vê-las desaparecer.”
“Elas não apenas sobreviveram, elas contaram a história.”
“Unidas, transformaram dor em esperança.”

Ao procurar as imagens descobri que este livro é o terceiro de uma trilogia sendo ela: "O tatuador de Auschwitz", "A viagem de Cilka" e "Três irmãs", contudo são livros que funcionam sozinho, você não precisa ler em sequência.

Esse com toda certeza é um livro que quero comprar físico e reler, e com toda certeza quero conhecer os outros dois.

Ao procurar as fotos que queria deixar ao final de minha resenha assim que terminei de ler e registrar aqui minha opinião, meu coração apertou e lágrimas rolaram ao vê-las.



Quando terminamos história ainda temos "Notas da Autora", Posfácio de Lívia Ravek, Posfácio de Oded Ravek e Posfácio de Ayla Ravek, Posfácio de Yossi Lahav (Lang) e Extrato do diário de Magda das quais traz mais informações históricas sobre o fatos acompanhados de datas a respeito da história das irmãs e também do holocausto.

Sei que têm leitores que passam notas que não leem esses adendos, mas não passe esses leiam todas as informações acrescentadas ai final da leitura, pois vai acrescentar mais informações a história que conheceu aqui.

Selo de Leitura:
 
Importante!! Pessoal, caso encontrem links com defeitos, avisem por comentário ou pelo e-mail: angelicapinheiropereira@gmail.com, para que possamos arruma-los.