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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Review Original Book: The Best of Me {Livro}


   "O Melhor de Mim" mas não o melhor do Nicholas...


Autor: Nicholas Sparks
Páginas: 292
Editora: Grand Central
SINOPSE ORIGINAL: They were teenage sweethearts from opposite sides of the tracks - with a passion that would change their lives for ever. But life would force them apart. Years later, the lines they had drawn between past and present are about to slip ...Called back to their hometown for the funeral of the mentor who once gave them shelter when they needed it most, they are faced with each other once again, and forced to confront the paths they chose. Can true love ever rewrite the past?



  Amanda Collier contraria toda sua família quando, na primavera de 1984, inicia um romance com Dawson Cole - que pertence à uma das piores famílias da pequena cidade de Oriental. 

  Após muita luta, o casal é separado, mas volta a se encontrar vinte anos depois, quando um grande amigo dos dois vem a falecer.


   Selo de Leitura:

     Amanda é a típica boa moça inteligente protagonista de Malhação que trata bem todos ao seu redor. Dawson é um bom e tímido rapaz que infelizmente nasceu em uma família sem valores: sua mãe o abandonou e seu pai o odeia.
     Os dois se conhecem a vida toda e Dawson já tinha um interesse por Amanda, que passa a conhecê-lo somente quando os dois se tornam parceiros para fazer um trabalho em sala de aula. 
     É assim que nasce um bonito amor que não tem um único entusiasta além do casal e de Tuck, homem para quem Dawson trabalha e com quem passa a morar quando sai de casa.
      Eles se separam quando Amanda vai para a faculdade (relutantemente, ela é convencida pelo namorado) e só tornaram a se encontrar após vinte anos. Nesses muitos anos aconteceram várias coisas: Dawson esteve preso durante um tempo, sofreu acidentes, Amanda se casou, teve filhos e até perdeu uma filha.
      Quando Tuck, o amigo em comum de ambos, morre, eles se reencontram em sua cidade natal e descobrem que a única pessoa que tinha fé neles armou um encontro para os dois na ocasião de sua morte, sabendo que nenhum dos dois superou o mágico primeiro amor.


  Meloso até falar chega, mas há um bom tempo não lia um livro do Nicholas Sparks com um final TÃO Nicholas Sparks. hahaha Espero que não seja um spoiler.
  Me interessei pelo livro primeiramente  porque vejo muitas pessoas apontando como sendo o melhor do autor e também porque adoro histórias de pessoas que se reencontram. Ah! E gostei muito do trailer do filme, que inclusive a Angel postou aqui há uns dias. 
   Sobre ser o melhor livro do Sparks (o que pra mim não significa muito) eu achei longe disso. Na verdade, na minha lista em ordem "decrescente", ou seja, do pior para o melhor, este só perde para "Um Homem de Sorte".
   Quero muito ver o filme, porque acredito que será melhor que o livro, mas já vou lamentando o Dawson não ser interpretado pelo ator que seria inicialmente, Paul Walker, que morreu em novembro do ano passado.


  Bom, bom, bom... pra quem gosta de NS talvez seja uma boa. Devo dizer que apesar de não gostar muito do livro o último trecho me arrebatou e me fez dar mais um pontinho. rs
  

  PS: Não sei se fui só eu, mas - por razões óbvias - fiz uma grande comparação com o excelente filme Love Likes Coincidences.



Crítica: The Best of Me {Livro}


Amanda Collier contraria toda sua família quando, na primavera de 1984, inicia um romance com Dawson Cole - que pertence à uma das piores famílias da pequena cidade de Oriental. 
Após muita luta, o casal é separado, mas volta a se encontrar vinte anos depois, quando um grande amigo dos dois vem a falecer.

Amanda é a típica boa moça inteligente protagonista de Malhação que trata bem todos ao seu redor. Dawson é um bom e tímido rapaz que infelizmente nasceu em uma família sem valores: sua mãe o abandonou e seu pai o odeia.
Os dois se conhecem a vida toda e Dawson já tinha um interesse por Amanda, que passa a conhecê-lo somente quando os dois se tornam parceiros para fazer um trabalho em sala de aula. 
É assim que nasce um bonito amor que não tem um único entusiasta além do casal e de Tuck, homem para quem Dawson trabalha e com quem passa a morar quando sai de casa.
Eles se separam quando Amanda vai para a faculdade (relutantemente, ela é convencida pelo namorado) e só tornaram a se encontrar após vinte anos. Nesses muitos anos aconteceram várias coisas: Dawson esteve preso durante um tempo, sofreu acidentes, Amanda se casou, teve filhos e até perdeu uma filha.
Quando Tuck, o amigo em comum de ambos, morre, eles se reencontram em sua cidade natal e descobrem que a única pessoa que tinha fé neles armou um encontro para os dois na ocasião de sua morte, sabendo que nenhum dos dois superou o mágico primeiro amor.

Meloso até falar chega, mas há um bom tempo não lia um livro do Nicholas Sparks com um final TÃO Nicholas Sparks. hahaha Espero que não seja um spoiler.
Me interessei pelo livro primeiramente porque vejo muitas pessoas apontando como sendo o melhor do autor e também porque adoro histórias de pessoas que se reencontram. Ah! E gostei muito do trailer do filme, que inclusive a Angel postou aqui há uns dias. 

Sobre ser o melhor livro do Sparks (o que pra mim não significa muito) eu achei longe disso. Na verdade, na minha lista em ordem "decrescente", ou seja, do pior para o melhor, este só perde para "Um Homem de Sorte". Quero muito ver o filme, porque acredito que será melhor que o livro, mas já vou lamentando o Dawson não ser interpretado pelo ator que seria inicialmente, Paul Walker, que morreu em novembro do ano passado.

Bom, bom, bom... pra quem gosta de NS talvez seja uma boa. Devo dizer que apesar de não gostar muito do livro o último trecho me arrebatou e me fez dar mais um pontinho. rs Não sei se fui só eu, mas - por razões óbvias - fiz uma grande comparação com o excelente filme Love Likes Coincidences.

P.s: Esta resenha é de autoria de Eduarda Graciano. (Se você também quer publicar sua resenha no blog entre em contato comigo).

Selo de Leitura:



Autor: Nicholas Sparks
Páginas: 292
Editora: Grand Central

SINOPSE ORIGINAL: They were teenage sweethearts from opposite sides of the tracks - with a passion that would change their lives for ever. But life would force them apart. Years later, the lines they had drawn between past and present are about to slip ...Called back to their hometown for the funeral of the mentor who once gave them shelter when they needed it most, they are faced with each other once again, and forced to confront the paths they chose. Can true love ever rewrite the past?

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Review Original Book: Divergent {Livro}


  Demais!!! Ruim demais.


Autora: Veronica Roth
Páginas: 492
Editora: Katherine Tegen Books
SINOPSE ORIGINAL: In Beatrice Prior's dystopian Chicago, society is divided into five factions, each dedicated to the cultivation of a particular virtue—Candor (the honest), Abnegation (the selfless), Dauntless (the brave), Amity (the peaceful), and Erudite (the intelligent). On an appointed day of every year, all sixteen-year-olds must select the faction to which they will devote the rest of their lives. For Beatrice, the decision is between staying with her family and being who she really is—she can't have both. So she makes a choice that surprises everyone, including herself. During the highly competitive initiation that follows, Beatrice renames herself Tris and struggles to determine who her friends really are—and where, exactly, a romance with a sometimes fascinating, sometimes infuriating boy fits into the life she's chosen. But Tris also has a secret, one she's kept hidden from everyone because she's been warned it can mean death. And as she discovers a growing conflict that threatens to unravel her seemingly perfect society, she also learns that her secret might help her save those she loves . . . or it might destroy her. 



  Beatrice Prior é uma jovem de 16 anos que vive em uma Chicago futurista dividida em facções: Abnegation, Erudite, Dauntless, Amity e Candor (traduzidas como Abnegação, Erudição, Audácia, Amizade e Franqueza). Apesar de ter nascido e crescido na Abnegação, Tris não se sente totalmente parte de seu povo.

  Todos os jovens da idade da protagonista devem passar por um teste de aptidão que irá determinar a qual facção eles pertencerão pelo resto de suas vidas (francamente, que tosqueira).
  Há um problema... nem todos se encaixam em algum lugar e os que ficam de fora (factionless) são marginalizados e vivem na miséria (¬¬'). Por conta disso, Tris - que já é meio estressada - fica cada dia mais aflita conforme seu teste se aproxima.
  No dia do teste, onde vai acompanhada do irmão Caleb, Beatrice está angustiada pois no fundo sabe qual seu verdadeiro lugar. 
  Ao ser testada, a administradora dos testes, Tori Wu, dá a Tris a notícia que ela já esperava: ela é Divergente! 
  
Selo de Leitura:

  Qual o problema de ser um divergente, minha gente? Quem é divergente é um ferrado na vida, pois divergentes são aparentemente mais inteligentes (? haha) e por não pertencerem a lugar nenhum podem atrapalhar o sistema, portanto devem ser mortos.
  Vocês ainda precisam saber que tanto Caleb quanto Tris mudam de facção - para a vergonha de seus pais - e que é quando começa a se questionar sobre esse regime em que vivem que Tris decide que não concorda com ele. Vish!
  Trisloucada acaba ficando na Dauntless e lá passa por poucas e boas. Recebe apelidos, apanha (mas também bate), ganha olhares de desdém por ser uma boa competidora (claaaaro que ela é a melhor né gente), se apaixona e faz amigos, uns mais chatos e estranhos que os outros...

  Parece que esse é o livro de estreia da autora. E se não fosse eu ia ficar muito decepcionada hein coitada, mas enfim, todos podem melhorar.
  O que me deixou surpresa e triste: todo mundo gosta dessa série (sim, são uns três livros)! Quero muito entender qual a razão. Por quê? Why? Pourquoi?
  Não tem nada, nada, nada, mas nada mesmo de interessante nessa distopia que é igualzinha a todas as outras que vem sendo lançadas. E não apresenta nem uma história original. Consegue ser pior que "Jogos Vorazes", com o qual é muito parecido - ruim igual. Me convençam que não é imitação.
  Vocês não podem cair nessa de "vai contra o sistema", é um livro inteligente, sobre não se calar diante das injustiças. Não, minha gente, não!!! Isso não é desculpa pra falar que o livro bom. Conteúdo vai muito, mas muito além disso.
  Personagens muito mal explorados, sem amadurecimento. Situações óbvias seguidas de situações completamente absurdas! Romancezinho clichê (mas nem tanto, vai) e muito sem graça. Escrita pobre!!! É assim que eu fui torturada por quase 500 PÁGINAS!!! Metade de pura enrolação, claro.
  Engraçado que em alguns momentos eu até gostava da Tris, porque ela se mostrava uma menina esperta, mas não sei, acho que ela tem bipolaridade ou algo assim. Ou vai ver eu é que tenho.

    
"Divergente"?

Capas nacionais

  O livro existe no Brasil e o nome é o mesmo: "Divergente". Além disso, aqui já foram lançadas também suas continuações (das quais eu quero distância): "Insurgente" e "Convergente". Ah, mas se essa série tem uma coisa positiva é o fato de os livros terem nomes bonitinhos. Eu adoro. 
 E ah, tem um filme que vai ser lançado nesse mês ainda se não me engano. E pelo jeito vai ser tão ruim quanto o livro (pior não dá). Fiquem com o trailer:


                                
                                       Mas que merda, Kate!!! 


  Beijos (e não façam macumba pra mim) !

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Review Original Book: Bartleby, the Scrivener {Livro}


 A estranha apatia de um escrivão...


Autor: Hermann Melville
Páginas: 184
Editora: Hesperus Press
SINOPSE ORIGINAL: When a New York lawyer needs to take on another copyist, it is Bartleby who responds to his advertisement, and arrives "pallidly neat, pitiably respectable, incurably forlorn." At first a diligent employee, he soon begins to refuse work, saying only "I would prefer not to." So begins the story of Bartleby—passive to the point of absurdity yet paradoxically extremely disruptive—which rapidly turns from farce to inexplicable tragedy. Accompanying Bartleby, Benito Cereno was first serialized in 1855, and centers around a slave rebellion on board a Spanish merchant ship in 1799. 



  Um advogado anuncia que está a procura de um novo escrivão. É para essa vaga que aparece Bartleby. Ele é imediatamente contratado e se mostra, além de uma pessoa calma, de uma eficiência sem tamanho. Faz tudo e mais um pouco e o melhor: rapidamente. Porém as coisas logo mudam, inclusive a vida do narrador, quando um dia o escrivão - sendo pedido para que revisasse um documento - responde que "prefere não fazer".


   Selo de Leitura:

   É um livro bem curto e de leitura fácil, porém a mensagem que passa é um tanto quanto complexa. Sem contar a curiosidade que te consome do começo ao fim.
   Bartleby é um rapaz aparentemente normal, mas sua recusa pronta a fazer qualquer tipo de coisa - às vezes vemos que ele recusaria até mesmo antes de saber - nos deixa imensamente interessados. Por que ele diz "não" à tudo? Por que essa reação repentina, sendo que antes cumpria com suas obrigações? Afinal, quem é Bartleby? De onde ele veio? Qual sua história?
   Às vezes sentimos raiva, inclusive, da impotência de seu chefe, ao não fazer nada quando o rapaz se recusa, por exemplo, a deixar o escritório. O engraçado é que quando ele se justifica sobre isso, concordamos, afinal não conhecemos Bartleby mais do que ele e também pensamos que ele é uma pessoa um tanto quanto infeliz. Afinal, é a única coisa que explica sua apatia para com tudo.
   Compartilhando de nossa indignação, existem também os divertidos companheiros de trabalho de Bartleby, e mais antigos funcionários na empresa. São eles: Nippers e Turkey, também escriturários e Ginger Nut, o mensageiro (que só comia, como seu nome diz, biscoitos de gengibre). Não se fala em momento algum o nome verdadeiro desses três, já que esses aí citados se tratam de apelidos.

A frase empregada pelo personagem-título para responder às solicitações do chefe

  O livro existe também em português e se chama Bartleby, o Escriturário (ou "escrivão"). A história originalmente foi lançada numa revista americana nos meses de novembro e dezembro de 1853, dividida em duas partes.
    Eu li - e não sei até que ponto se assemelha com a verdade - que esses contos foram escritos como uma forma de refletir a vida do próprio autor, que - inconformado com o fracasso de vendas do hoje clássico Moby Dick - resolveu escrever esse conto para mostrar sua indignação e impotência diante da situação. O contraste é grande, realmente, pois Moby Dick é um livro gigante, ainda mais se comparado com essa simples e curta história. Simples e curta, porém que te faz refletir muito... 
     Você está vivendo tudo o que há pra viver?


    :*

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Review Original Book: Where the Wild Things Are {Livro}


 Gostinho de infância...


Autor: Maurice Sendak
Páginas: 48
Editora: HarperCollins Publishers
SINOPSE ORIGINAL: Where the Wild Things Are is one of those truly rare books that can be enjoyed equally by a child and a grown-up. If you disagree, then it's been too long since you've attended a wild rumpus. Max dons his wolf suit in pursuit of some mischief and gets sent to bed without supper. Fortuitously, a forest grows in his room, allowing his wild rampage to continue unimpaired. Sendak's color illustrations (perhaps his finest) are beautiful, and each turn of the page brings the discovery of a new wonder.



  O pequeno Max, teimoso e desobediente, sentindo-se poderoso com sua fantasia de lobo, é malcriado com a mãe e por isso fica de castigo no quarto sem direito ao jantar. De lá, ele misteriosamente vai parar num oceano onde navega por meses até chegar em uma ilha... onde vivem os monstros.  

Selo de Leitura:
 
   É muito nostálgico. Um livro delicioso de se ler.
   Max é um garoto no auge da infância, desobediente e que acha que o mundo gira em torno de si. Quando ele desobece a mãe ela o manda para o quarto sem o jantar. E lá sua imaginação entra em ação...
   É lindo gente. Acho que deu pra perceber que se trata de uma criança com muita imaginação e disposição. Mostra a relação de pais x filhos e nos faz lembrar como nos sentíamos revoltados quando levávamos uma bronca. 
   Pra mim, o melhor, além do final da história, que é uma graça, são as ilustrações - feitas pelo próprio autor.

  
Max, o rei dos monstros


  O livro deu origem a um filme em 2009 que, apesar da fotografia linda, eu detestei. Descobri que existe também um curta (AQUI) que eu ainda não conferi mas que pelos comentários deve ser um amor.
 Se você procura uma história legal e com uma ótima moral pra contar pras crianças, Onde Vivem os Monstros (lançado em português pela Salamandra e pela Cosac Naify) é o ideal!


  Beijos e até.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Review Original Book: Of Love and Other Demons {Livro}


 "He had no room in his heart for anything but Sierva María, and even so it was not large enough to hold her."


Autor: Gabriel García Marquez
Páginas: 168
Editora: Penguin Books

SINOPSE ORIGINAL: Sierva Maria, only child of a decaying noble family, has been raised in the slaves' courtyard of her father's cobwebbed mansion while her mother succumbs to fermented honey and cacao on a faraway plantation. On her twelfth birthday the girl is bitten by a rabid dog, and even as the wound is healing she is made to endure therapies indistinguishable from tortures. Believed, finally, to be possessed, she is brought to a convent for observation. And into her cell stumbles Father Cayetano Delaura, the Bishop's protege, who has already dreamed about a girl with hair trailing after her like a bridal train; who is already moved by this kicking, spitting, emaciated creature strapped to a stone bed.



  A jovem Sierva Maria, a filha única de um marquês, e que possui cabelos de mais de um metro, é tida como possuída após ser mordida por um cachorro raivoso. O bispo convence seu pai a mandá-la para um convento onde esta deverá ser exorcizada.

  Sierva não faz nada para contradizer a hipótese de que está possuída, muito pelo contrário, ela provoca as freiras com seus costumes "negros", falando em três línguas africanas - as quais conhece bem pois foi criada com as escravas da família.
   É nesse ponto, ao ser encarcerada, que entra em sua vida Cayetano Delaura, jovem padre encarregado do exorcismo da menina que, com a convivência, acaba se apaixonando por ela. E é correspondido.

  Selo de Leitura:

   Docemente triste. É assim que eu descrevo "Do Amor e Outros Demônios".
  Somos apresentados, através de uma escrita leve e fluída, à uma garota de 12/13 anos que vive em plena época da Inquisição rodeada por escravos, a quem ela considerava sua verdadeira família. E à toda a pureza de seu amor com um padre de 36 anos. Pode parecer absurdo, mas é algo que passa despercebido durante a leitura (a diferença de idade).
   Além de uma linda e triste história de amor proibido temos a exposição de assuntos como o preconceito racial e religioso, a dominação da igreja católica e o medo do desconhecido. E é tudo narrado de forma tão leve. Não tem outra forma de falar, é isso: leve. Os personagens são todos ricos e mesmo que não chegando nem à 200 páginas você se encanta com as peculiaridades de cada um deles. Leitura rica!


  Me interessei pelo livro - primeiramente pelo nome - quando li a sinopse do filme baseado nele. Nunca tinha ouvido falar dessa história, e como vocês sabem, eu adoro romances proibidos.
   Algo diferente dessa vez é que essa é a primeira resenha de um livro que não tem como idioma original o inglês, e sim foi traduzido. O idioma original é o espanhol e o nome é o equivalente ao inglês e ao português mesmo: Del Amor y Otros Demonios.
  Esse livro foi meu primeiro contato com o ganhador do prêmio Nobel de literatura Gabriel García Marquez, e tenham certeza que é o primeiro de muitos!


 Um beijo!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Review Original Book: Fifty Shades Freed {livro}


 Texto pobre + personagens pobres = uma leitura miserável


Autora: E. L. James
Páginas: 579
Editora: The Writer's Coffee Shop
SINOPSE ORIGINAL: When unworldly student Ana Steele first encountered the driven, damaged young entrepreneur Christian Grey, it sparked a sensual affair that changed both their lives irrevocably. Shocked, intrigued, and ultimately repelled by Christian’s singular sexual tastes, Ana demanded a deeper commitment; determined to keep her, Christian agreed. Now, together, they have more—love, passion, intimacy, wealth, and a world of infinite possibilities. But Ana always knew that loving her Fifty Shades would not be easy and being together poses challenges neither of them ever anticipated. Ana must somehow learn to share Christian’s opulent lifestyle without sacrificing her own integrity, identity, or independence; Christian must somehow overcome his compulsion to control and lay to rest the horrors that blighted his past and haunt his present. Just when it seems that together their love can conquer any obstacle, tragedy, malice and fate combine to make Ana’s worst nightmares come true. Alone and desperate, she must face down the poisoned legacy of Christian’s past. Seductive, shocking, sad, and funny, Fifty Shades Freed is the compelling final volume in the Fifty Shades trilogy.



  A  insegura Anastasia Steele agora é Anastasia Grey. Agora é casada e rica, e faz questão de nos lembrar disso fingindo que nunca vai se acostumar a cada capítulo. Ana e Christian são jovens, lindos e apaixonados e tem o mundo a ganhar, mas ameaças a Christian vão tirar o sexo sono do casal, especialmente da  sra. Grey, cuja vida gira em torno do marido e de sua preocupação com ele.


     Selo de Leitura:


   É tão bom. Digo, é tão bom saber que eu terminei essa trilogia e nunca mais vou ser obrigada a aguentar esses personagens.
  Li algumas resenhas e vi algumas pessoas dizendo que a Ana amadureceu e gostaria de saber em que aspecto. O amadurecimento da personagem é tão descaradamente fingido pela autora que tudo o que eu fiz durante a leitura foi agradecer imensamente por não ter nada a ver com ela e estar longe de querer algo comum à dita cuja.
   Fifty Shades Freed tem uma trama tão cansativa e pobre. A história não é dramática e é dramática ao mesmo tempo. E o que eu quero dizer com isso? Não há drama algum mas tudo é motivo pra ficar desesperado. Tudo o que a sem sal da Ana faz durante o livro (todo) é se preocupar se seu maridinho megalomaníaco vai ficar bravo com alguma coisa que ela fez. Desde tomar sol até sair pra beber com a melhor amiga.
  Sem contar as cenas de sexo, são tantas que me sinto desvirginada só de ler. É muito cansativo! 
  Tem também a Ana se fazendo de "Oh, nunca vou me acostumar a ter tanto dinheiro e não ter que trabalhar de verdade na vida...". A melhor parte disso envolve um Audi como presente durante uma época que podia ser explorada como realmente conturbada na vida da Anastasia. Mas enfim... argh!


  Eu tinha tanto pra xingar falar aqui, mas nunca seria o suficiente pra demonstrar o meu desprezo. Lembro que quando li Fifty Shades of Grey eu não "desgostei" tanto, mas ao ver que a história não apresenta nada de novo nos outros livros fiquei irritada. Inclusive tenho até um artigo (AQUI) pra indicá-los, que diz todas as verdades possíveis sobre essa obra machista mascarada de "sonho de toda mulher".
  Muito triste, quase desesperador, saber que tem gente sendo introduzida no mundo da leitura através disso e que chama esse manual de "tudo o que não quero ser" de romance.
  Vamos ler coisa boa minha gente!


 PS: Queria ter contado quantos "Holy fuck" a Anastasia diz, preenchem 90% desse livro.


    Resenha anterior: Fifty Shades Darker


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Review Original Book: Mansfield Park {Livro}


 Uma linda paisagem e críticas sociais...


Autora: Jane Austen
Páginas: 479
Editora: Penguin Books
SINOPSE ORIGINAL:
 Taken from the poverty of her parents' home in Portsmouth, Fanny Price is brought up with her rich cousins at Mansfield Park, acutely aware of her humble rank and with her cousin Edmund as her sole ally. During her uncle's absence in Antigua, the Crawford's arrive in the neighbourhood bringing with them the glamour of London life and a reckless taste for flirtation. Mansfield Park is considered Jane Austen's first mature work and, with its quiet heroine and subtle examination of social position and moral integrity, one of her most profound.


  A jovem Fanny Price é tímida e geralmente passa despercebida durante situações do dia-a-dia. Ela raramente marca a vida de quem a conhece. De família pobre e sem condições, ela é levada de seus pais em Portsmouth para Mansfield Park, onde vai morar com os tios. Lá a pobre garota é desdenhada pelas primas e até mesmo pelos tios. O único que parece nutrir sincero afeto por Fanny é seu primo - o mais novo dos filhos dos Bertram - Edmund.

  Com todos já adultos, chegam à Mansfield os irmãos Crawford, Henry e Mary. Edmund acaba de interessando por Mary e qual não é a surpresa de todos quando Henry, após um bom tempo, pede a mão de Fanny em casamento. Esta, porém, cairá em descrédito com os tios ao negar o pedido do rapaz.

  Selo de Leitura:

   A Fanny no começo pode parecer meio sem graça (acho que atualmente ela seria essas mocinhas de YA que nós vemos, bobinhas e sem sal) mas o fato é que ela não é assim. A doçura dessa personagem encanta qualquer pessoa, você fica querendo ser amigo de Fanny Price, pois sabe que poucas pessoas possuem tanta bondade no coração. Conseguimos, através das palavras de Jane, sentir o carinho na maneira de falar da moça.
  Pra falar a verdade os personagens são todos bem construídos, com características bem individuais (bem JA) e como em todos os livros da autora, ninguém te irrita a ponto de odiar o personagem. Até os personagens que "estão contra" os mocinhos da história te fazem amá-los. Inclusive, nesse caso, uma das tias da protagonista, Mrs. Norris, que só inferniza a coitada.
  Acho que a Fanny é, acima de tudo, a personificação da mulher decidida e inteligente, que não precisa sair por aí se colocando acima dos outros e impondo suas opiniões. Mesmo não aparentando, é uma mulher forte e esperançosa, que guarda sua força por baixo de uma postura e educação que às vezes chegam a doer (já que ela nunca revida uma ofensa).
   E o final... bem... eu já sabia como acabava porque já vi umas adaptações, mas fiquei sabendo que muita gente não imaginava.


  Jane Austen é Jane Austen, já sabem que eu sou tiete dela, né? haha Mansfield Park não fica nada atrás (ok, fica) dos outros livros da Jane. Inclusive posso fazer agora um top romances da Jane Austen. Acho que vou fazer e postar aqui qualquer dia.
  Dizem que Mansfield Park, lançado pela primeira vez em maio de 1814, é o livro mais autobiográfico da autora. Me deu vontade de reler agora que eu soube disso. 
  Bom, com essa obra eu finalmente concluo a leitura todas as obras (romanceeees!) da Jane, e espero ter a oportunidade de resenhar aqui as que ainda não resenhei. E mês que vem, pra contrastar, tem resenha de "Fifty Shades Freed". haha

  

  Um beijo e até agosto!
Importante!! Pessoal, caso encontrem links com defeitos, avisem por comentário ou pelo e-mail: angelicapinheiropereira@gmail.com, para que possamos arruma-los.