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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Crítica: A queda de Hyperion {Livro}

"O futuro é um espelho quebrado onde cada fragmento reflete uma mentira diferente."

O Livro que vim trazer hoje aqui é "A queda de Hyperion" escrito por Dan Simmons publicado no ano de 2024, possui 759 páginas e foi publicado aqui pela Aleph.

Essa continuação é bem maiorizinha que o primeiro livro que faz parte da quadrilogia de Hyperion.Gente, se eu já estava surtada com o final do primeiro livro, esse aqui me deixou sem palavras! Eu terminei o anterior super empolgada e confesso que esse segundo superou todas as minhas expectativas.

Aqui em o mundo de Hyprion você encontra um mundo onde a política, a ecologia, a religião e batalhas se misturam criando assim um mundo maravilhoso e muito bem contado em cada uma dessas partes. Uma coisa que chama atenção e me deixar curiosa são as muitas referências bíblicas, porém o que me deixa mais apaixonada e empolgada são as referencias à mitologia grega que sempre comento é algo que curto muito.

A construção de mundo é excelente, assim como os personagens e as tramas. A quadrilogia foi escrito na década de 90, contudo os temas são super atuais, parece que foi criada recente, essa com certeza é uma história que envelhece muito bem..

"A árvore de espinhos não é apenas um lugar de tortura; é um monumento à incapacidade humana de esquecer o próprio pecado."

Eu não sou nenhuma especialista em ficção científica complexa, mas a história te prende de um jeito que você nem sente o tempo passar. Adorei cada momento, cada mudança e a temática que vem me deixando cada vez mais curiosa pelo mundo, mas que me deixa curiosa e quero compartilhar com vocês esses três pontos:

A "Matemática" e a Tecnologia: Eu que gosto desse lado mais exato e lógico, fiquei fascinada. Ver como as Inteligências Artificiais e os cálculos de destino da humanidade funcionam nesse universo é incrível. É um prato cheio para quem curte esse clima mais tecnológico e racional por trás da fantasia.

O Mundo Expandido: Sabe quando você se surpreende com o tamanho da história? Aqui a gente sai daquela rodinha de histórias dos peregrinos e vê o universo inteiro entrando em colapso. É gigante, é ambicioso e muito bem construído.

As Respostas: O mistério das Tumbas Temporais e do Picanço começa a fazer sentido, e cada descoberta é um choque diferente. A história toma rumos que eu não esperava e me deixou ainda mais vidrada nesse mundo.

"Vocês, humanos, criaram deuses à sua imagem, mas as IAs criaram um universo à imagem da lógica, e não há lugar para a alma nesse cálculo."

Antes de finalizar minha opinião preciso ressaltar que no mesmo momento que venho compartilhar o quanto a história me conquistou e o quanto eu gostei, preciso também registrar que em muitos momentos eu fico confusa, pois e muita informação é tanta coisa acontecendo são tantos personagens que há momentos em que estou entendendo tudo e do nada fico confusa e a história do nada pahhh se embaralha na minha mente, então não fique preocupada se você também passar por esses momentos de confusões, pois a história vale a pena.

Com certeza essa continuação manteve o nível do primeiro livro e me deixou muito mais empolgada, contudo preciso comentar que teve algum momentos que por mais que tenha amado e estava gostando da escrita em algumas partes do meio da história eu achei um pouco lento, arrastada, mas depois logo de passar por esse momento o final veio para melhorar muito e voltar a me deixar super mega empolgada com a continuação que já tenho em mãos. Ah cabe ressaltar que esse livro encerra e deixa bem amarradinho essa primeira duologia, o que precisava ser trabalhado foi e foi bem encerrado.

É uma continuação que não perde o fôlego. Se você, como eu, gosta de ver como a lógica e a matemática se misturam com uma história épica de sobrevivência, você vai amar. Terminei o livro querendo mais, totalmente imersa nesse universo que o Dan Simmons criou. Vale cada página!

P.s: Este livro recebi da parceria que consegui no ano de 202 com a Editora ALEPH contudo quero ressaltar a vocês que mesmo sendo um material recebido de parceria minha opinião é de coração e sincera sobre o que eu achei da história.

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Selo de Leitura:

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Crítica: Hyperion {Livro}

"Todos somos peregrinos em busca de uma resposta que talvez não queiramos ouvir."
"O tempo é a função da dor. Se não há dor, não há tempo."

O Livro que vim trazer hoje aqui é "Hyperion" escrito por Dan Simmons publicado no ano de 2023, possui 560 páginas e foi publicado aqui pela Aleph.

Esse é um dos livros que recebi no ano passado como os últimos pedidos da parceria com a Aleph. Recebi esse é o primeiro volume da quadrilogia de "Hyperion", e esse e o segundo foram meus dois últimos pedidos.

Minha jornada com Hyperion, de Dan Simmons, começou com uma expectativa moderada. Pensei que gostaria do livro, mas jamais imaginei que me apaixonaria tanto pela história e pelo mundo fascinante que Simmons criou, com sua narrativa absolutamente excelente. A cada página, a trama se aprofundava e ficava melhor.

A estrutura narrativa é um dos pontos altos. Assim como comentei ao ler "Planeta dos Macacos", adoro histórias contadas a partir de relatos em primeira pessoa, como se estivéssemos lendo um documento ou pergaminho. Essa sensação de "história dentro da história" se repete aqui, já que o livro se desenrola através das narrativas dos sete peregrinos, o que me deixou super empolgada desde o início.

O livro nos apresenta as histórias de Padre Lênar Hoyt, Coronel Fedmahn Kassad, Acadêmico Sol Weintraub, Detetive Privada Brawne Lamia, O Cônsul, Poeta Martin Silenus. Cada relato é único, abordando temáticas totalmente diferentes, mas todos convergem para nos dar uma fatia, ainda que pequena, desse universo gigantesco e complexo.

"Em tempos de crise, a fé é o único refúgio que não exige lógica, apenas entrega."
"Palavras são os únicos fios que restaram para tecer o sentido no vazio."

Para quem procura uma história bem estruturada, com personagens interessantes e um universo ricamente desenvolvido, Hyperion é a escolha certa. É aquele tipo de história que prende do começo ao fim.

Um pequeno adendo que, na minha opinião, poderia melhorar a experiência: um glossário no final do livro seria extremamente útil. O autor cria muitos termos e conceitos próprios para tecnologias e ideias do universo, e tive que anotar várias coisas para não me perder. Um glossário auxiliaria muito o leitor a se orientar nesse mundo vasto.

Por fim, o que mais posso dizer a não ser que este livro é uma leitura obrigatória para qualquer fã de ficção científica? É simplesmente ABSURDO, o melhor livro que já li na vida, e isso não é exagero.
Se você já gosta do gênero ou sente falta desse tipo de história imersiva, "só se joga", pois sei que vai amar.

"Nós somos a soma de tudo o que perdemos, mas também de tudo o que escolhemos lembrar."
"A evolução não tem consciência. Ela apenas avança sobre os cadáveres dos que não conseguiram se adaptar."

P.s: Este livro recebi da parceria que consegui neste ano de 2025 com a Editora ALEPH contudo quero ressaltar a vocês que mesmo sendo um material recebido de parceria minha opinião é de coração e sincera sobre o que eu achei da história.


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Selo de Leitura:

sábado, 8 de novembro de 2025

Crítica: O planeta dos macacos {Livro}

“O que caracteriza um civilização? Será o gênio excepcional? Não; é a vida rotineira…”

O Livro que vim trazer hoje aqui é "O planeta dos macacos" escrito por Pierre Boulle publicado no ano de 2023, possui 256 páginas e foi publicado aqui pela Aleph.

Antes de começar a falar a respeito do que achei da leitura, preciso comentar o quanto eu amo essas capas da Aleph, principalmente as lombadas, sou apaixonada e elas ficam perfeitas na estante.

Aqui, vamos acompanhar dois viajantes espaciais que encontram um garrafa no espaço e começam a contar a história do jornalista Ulysse Mérou e uma tripulação de cientistas que, ao chegarem em um planeta muito parecido com a Terra, descobrem uma sociedade dominada por macacos onde os seres humanos não passam de animais.

“Não existe nada na anatomia dos macacos que se oponha ao uso da fala, nada, exceto a vontade.”

Conheci a história a muito tempo atrás por causa das adaptações e ele é um dos filmes que assisti e não tinha ideia que era adaptação de livro a conhecer os livros da que a Aleph publica e encontra “O planeta dos macacos”.

Assisti a muito tempo os filmes, tenho flashback de visões dos filmes, mas não lembro praticamente nada da história e com isso não lembro para fazer comparações com o livro, contudo ainda quero assistir os filmes para ver as diferenças.

O livro é dividido em três partes sendo a primeira a mais longa entre elas, fora esta parte que é a história o livro trás de início “Uma nota a tradução Brasileira” e os Extras que trazem sobre as adaptações, Um Posfácio maravilhoso e para finalizar informações sobre o autor.

Amei a narrativa e me surpreendi muito com a história, não lembrava desse início que foi o que me deixou conquistada e aguçou mais pelo texto. Devorei a primeira e a segunda parte não dava vontade de parar, a terceira parte demorei, mas não porque deixei de gostar da história, mas porque foi surgindo muita coisa aqui em casa para fazer e acabei não conseguindo seguir a leitura sem parar.

A terceira parte é ainda melhor e surpreende muito com esse final. O que dizer a não ser que livro bom do começo ao fim, de tanto que gostei comecei a ler mais vagar para que a leitura durasse mais tempo.

“Isso não deixa de ser verdade, mas às vezes alguns lançam-se na política, nas artes e na literatura. Apresentam as mesmas características em todas essas atividades. Pomposos, solenes, pedantes, desprovidos de originalidade e senso crítico, obcecados com a tradição, cegos e surdos a qualquer novidade, adorando clichês e lugares-comuns, formam o substrato de todas as academias.”

Uma história que em certos momentos se torna bem filosófica e nos faz refletir. A inversão entre humanos e macacos faz com que fiquemos refletindo sobre a evolução e civilização e principalmente nos deixa pensando sobre como os humanos enxergam os animais e a si mesmos. A crítica sobre o homem, sobre o animal nos deixa reflexivos, nos deixa analisando nossas atitudes e como enxergamos as coisas.

Não só recomendo a leitura para todos que sejam fãs das adaptações de Planeta dos macacos, mas para quem ama ficção científica e viagens espaciais.

CURIOSIDADES:
A experiência de Boulle durante a Segunda Guerra Mundial, onde foi capturado e forçado a trabalhar como prisioneiro, influenciou a visão de mundo pessimista e a reflexão sobre a relatividade do bem e do mal presente na obra.
Boulle é mais conhecido por seu livro "A Ponte do Rio Kwai", que também aborda temas complexos e foi adaptado para o cinema.

P.s: Este livro recebi da parceria que consegui neste ano de 2025 com a Editora ALEPH contudo quero ressaltar a vocês que mesmo sendo um material recebido de parceria minha opinião é de coração e sincera sobre o que eu achei da história.

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Selo de Leitura:

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Crítica: Senhor da Luz{Livro}

“Ele falou da liberdade como se fosse um deus.”
“Mesmo os deuses podem morrer.”

O Livro que vim trazer hoje aqui é "Senhor da Luz" escrito por Roger Zelazny publicado no ano de 2025, possui 408 páginas e foi publicado aqui pela Aleph.

Quando um pequeno grupo de 'deuses' passa a deter o uso de um maquinário que reencarna indivíduos com habilidades sobre-humanas, funda-se um Paraíso para poucos. Para mudar essa realidade imposta em que essas entidades determinam quem é digno de reencarnação e quem tem acesso às tentações dessa alta tecnologia um opositor chamado por muitos nomes vai conseguir levar à queda dos céus?

Demorei um pouquinho para ler ele e um dos motivos foi que a casa está em construção então não consegui para muito tempo, o tempo estipulado para lê-lo após o recebimento acabou por ser mais curto e só conseguia pega-lo para ler a noitinha o que me deixou com menos tempo para leitura dele, que por ser uma leitura de parceria dou prioridade e acabo lendo pelo decorrer do dia, mas que não consegui fazer com ele e com isso acabei estendendo um pouco mais os dias de leitura dele. MAS deixando de lado os dias corridos ENFIM vamos ao que achei da leitura de "Senhor da Luz":

“Nenhum homem é completamente livre enquanto tem medo.”

Me interessei pelo livro por dois motivos, primeiro foi a capa que me deixou muito curiosa, pois trás "Shiva" na capa que é um deus do hinduísmo, e com sede de ler algo diferente para além dos deuses que conheço fiquei mais que curiosa com o livro, ai então a segunda coisa que me deixou mais curiosa a respeito do "Senhor da luz" foi a sinopse, mas também foi ela que acabou me fazendo ter uma ideia diferente da história, pois começando a leitura fiquei perdida e me confundi um pouco ainda mais pela quantidade de deuses que vão aparecendo e por não conhecer todos fui me sentindo perdida e pensando na história de Buda com Wukong.

Tenho pouco conhecimento sobre as figuras do panteão hindu, e conforme ia lendo fui pesquisando e anotando informações sobre quem eram eles, o que me leva a pensar que umas notinhas de rodapé seria muito bom para auxiliar quem como eu não tinha muito conhecimento sobre o hinduísmo. Também têm Budismo, mas como tenho mais conhecimento sobre não tive tanto estranhamento, mas seria bom também ter informações sobre.

Para entender um pouco da minha confusão aqui estão o nome de alguns personagens que fui anotando e procurando sobre quem eram conforme lia. Os personagens são eles: Sam também conhecido como Sidarta, Buda entre outros nomes. Yama, Kali, Tak, Kubera, Ratri, Janagga, Rild, Brahma, Vishnu, Shuva, Ganesha, Agni, Taraka, Nirriti, Mara, Krishna, Murugan.

“O poder corrompe, até mesmo entre os imortais.”
“A eternidade é apenas mais uma prisão.”

A história mistura religião, filosofia e ficção científica de um jeito muito diferente e por se passar por todos esses temas acaba que às vezes ele acaba sendo confuso e causa um pouco de estranhamento até que conseguimos nos ligar mais a história e compreender mais o que o autor está querendo nos contar a história vai ficando boa, boa e melhorando cada vez mais. 

Como comentei o "Senhor da luz" é uma mistura de fantasia e ficção científica, mas pra mim senti muito mais como fantasia, a parte cientifica estava ligada com a tecnologia no decorrer da história fazendo parte da ambientação.

Gostei dos personagens conforme ia lendo ia gostando mais e mais deles e querendo saber mais sobre cada um, o que me levava a internet para pesquisar mais sobre esses deuses. Dentre os personagens um me intrigou que é o Tak que também é filho de Sam, mas eu não conseguia parar de relacionar ele com o Wukong por ele ser um Símio.

Gostei muito dos personagens e uma das coisas que chama atenção é o fato de que os personagens tem o costume de mudar de nome e até de sexo entre as sucessivas trocas de corpos. O personagem principal é Sam, também chamado de Mahasamatman ou “Senhor da Luz” ou mais conhecido por nós(o que eu acredito) como Buda.

Aqui acompanhamos Sam que tenta trazer luz e liberdade num mundo preso à ilusão onde outros deuses ou 'pessoas' que possuem poderes incríveis e praticamente vivem para sempre usam a tecnologia avançada para dominar as pessoas até que Sam retorna e começa a desafiar o sistema para mostrar a eles a verdade e assim tentar libertá-las dessa dominância e mostrar que esses deuses são só humanos com poder demais. Para conseguir Sam vai usar de palavras, sabedoria e quando precisar até da guerra para conseguir realizar seu objetivo.

“A verdade não precisa de templo.”

A narrativa é muito boa, mas ela pode acabar te deixando confusa para além das muitas informações e personagens não muito conhecidos o que me deixou confusa e que acredito possa deixar vocês um pouco perdido é que os capítulos não seguem uma ordem cronológica e muitas vezes você só vai ligar os pontos e dar sentido aos acontecimentos que leu em um capitulo.

Mesmo gostando da narrativa foi só lá pela metade do livro que a narrativa fluiu melhor, pois já estava assimilada a ela, contudo apesar disso não consigo dizer que não gostei dessa metade, pois os diálogos são tão bons, tão inteligentes que não tem como não acabar gostando.

Outra coisa que quero comentar e algo que gosto muito em histórias são as baralhas. Nos mangá e quadrinhos eu fico muito empolgada com elas e aqui nessa história as batalhas não deixaram a desejar, pois as cenas são muito bem construídas.

“Ele era um homem que lembrava o que os deuses haviam esquecido.”

Quando você termina a leitura e deixa de lado a fantasia, a ficção cientifica e começa a relacionar com a atualidade, com os governos, religião você não consegue não pensar como a fé pode cegar e controlar pessoas seja pelo bem seja pelo mal. Nos faz pensar em como autoridades religiosas ou políticas também usam o medo, a crença ou a ignorância do povo pra continuar no comando.

Se aprofundar mais o texto relacionando como comentei a nossa realidade enxergo como: acordar é difícil, abrir os olhos, parar de adorar quem oprime, não seguir ninguém cegamente, ter opinião própria por fim saber escutar, mas não deixar de ter opinião própria ser critico, questionar sejam eles religiosos, políticos ou até figuras da mídia.

Resumindo aqui os deuses representam o poder concentrado que podemos relacionar com a religião, o governo, a mídia e elites. Já o povo representa a sociedade, que vive sob controle e crenças impostas. E por fim Sam/Buda presenta quem desperta, questiona e quer mostrar que ninguém é tão “divino” assim e que todos são humanos e podem pensar por si mesmos.

Pensando no todo "Senhor da luz" é uma história sobre libertar a mente, sobre abrir os olhos para o mundo, até parece um lembrete de que a fé e o poder são coisas lindas, mas perigosas nas mãos erradas. 

“A luz brilha mais forte na sombra da dúvida.”
“A compaixão é uma arma tão poderosa quanto qualquer espada.”

Esse foi o primeiro livro do autor que leio e que me deixou com vontade de conhecer mais ainda seus trabalhos, já tenho vontade de ler "As crônicas Ambar" que saiu a pouco tempo e depois desse quero ler mais ainda histórias de Roger Zelazny.

Por fim, eu gostei?? Mesmo achando o começo confuso, mesmo tendo tanta informação e precisando pesquisar para entender mais da história, para adentrar a profundar mais ela ter sido um inicio mais complicadinho foi impossível não ter me apaixonado pela história. Agora eu que mais de histórias hinduístas, quero conhecer mais seja na parte de religião ou mitológica desses deuses, pois fiquei muito curiosa com eles.

Em resumo "Senhor da luz" é uma mistura de religião, mitologia e tecnologia e se você gosta desses temas gosta da fantasia e ficção científica com certeza vai amar o livro.

“A fé é uma lâmina de dois gumes.”

CURIOSIDADES:
➺Foi premiado com o Prêmio Hugo de Melhor Romance em 1968.
➺Dois capítulos do romance foram publicados como noveletas na Revista de Fantasia e Ficção Científica - "Dawn" em abril de 1967 e "Death and the Executioner" em junho de 1967.
➺Em 1979, foi anunciado que Lord of Light seria transformado em um filme, mas o projeto nunca foi concluído
➺Partes do projeto do filme não realizado — o roteiro e os cenários de Kirby — foram posteriormente adquiridas pela Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) como cobertura para o " Canadian Caper ": a exfiltração de seis funcionários diplomáticos dos EUA presos durante a crise dos reféns iranianos em 1980.
➺Em 2017, a Universal Cable Productions anunciou que criaria uma série de televisão baseada em Lord of Light.
➺George R. R. Martin, o autor de As Crônicas de Gelo e Fogo, é um grande admirador de Zelazny e Senhor da luz  é o livro que lhe deu muita inspiração para seus livros.
 
P.s: Este livro recebi da parceria que consegui neste ano de 2025 com a Editora ALEPH contudo quero ressaltar a vocês que mesmo sendo um material recebido de parceria minha opinião é de coração e sincera sobre o que eu achei da história.

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Selo de Leitura:

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Crítica: Forrest Gump {Livro}

“Sou idiota de nascença. Meu QI é de quase 70, então eu encaixo na definição, pelo que falam… e pessoalmente, prefiro achar que sou um pateta, ou alguma coisa do tipo, e não idiota"

O Livro que vim trazer hoje aqui é "Forrest Gump" escrito por Winston Groom publicado no ano de 2016, possui 392 páginas e foi publicado aqui pela Aleph.

Publicado pela primeira vez em 1986, Forrest Gump não só está entre os clássicos da literatura e do cinema mundial, como representa um marco na cultura pop do século 20.

Ao total você encontra neste livro 26 capítulos, a diagramação da entrada de cada capitulo é em uma folha preta com o número ou alguma frase, como no capítulo 12 onde encontramos a frase: "Eu não falei nada, mas parecia que eu tava numa enrascada das grandes daquela vez". A fonte é bem grande o, a folha é pólen e o tamanho do livro é daqueles médios.

Assisti o filme "Forrest Gump: O Contador de Histórias" de 1994 a muitos anos e foi um filme que me marcou muito e até hoje é um filme que se revejo gosto muito e este é um filme que eu não tinha ideia que era baseado em livro, pra mim foi surpresa quando descobri sobre o livro e mais surpresa ainda quando recebi da editora ele junto com meu pedido do mês e agora estou aqui registrando minha opinião sobre o que eu achei do livro.

“Sempre era um acontecimento e tanto quando a gente jogava com um time lá do norte, porque eles com certeza iam ter jogadores de cor do lado deles. Isso era motivo de perturbação para alguns dos caras… apesar que eu nunca me preocupava com isso, porque a maioria das pessoas de cor que eu já conheci me trataram melhor que as brancas”

O livro é narrado em primeira pessoa, onde acompanhamos "Forrest Gump" um homem do Alabama com um QI abaixo da média, mas com uma forma muito peculiar de enxergar o mundo.

Vi algumas pessoas reclamando dos muitos erros gramaticais que existem na narrativa, o que pra mim não foi estranho já imaginei que trazer esses “erros gramaticais” são propositais, pois linguagem de Forrest reflete suas limitações cognitivas e sua ingenuidade.

É pela forma de como ele fala da narrativa com frases simples, vocabulário limitado, concordâncias incompletas que compreendemos o que o autor quer transmitir. Vocês podem não concordar, mas conforme eu lia o livro e ia conhecendo Forrest no livro acabei lembrando do Charlie do livro "Flores Para Algernon", não consegui pensar nele.

“'Foi nisso que deu a Guerra do Vietnã'. Era uma coisa que não dava pra negar. É um espetáculo triste e lamentável quando um homem sem pernas tem que fazer xixi no sapato e depois jogar xixi na privada.”

Depois de sair da linguagem tão rebuscada do livro anterior, este livro foi um alivio, pois demorei-o tão rapidamente, que quando terminei achei estranho, pois pensei que demoraria muito mais para ler. E mesmo gostando da narrativa não consegui gostar tanto do livro quanto pensei que gostaria. Eu não odiei o livro, mas eu fui pensando na história do filme conforme eu lia, pois o filme é marcante para mim, foi uma das histórias que ficaram marcadas e ao ler eu busquei as lembranças das sensações de como foi quando assisti e acabei não encontrando isso aqui e isso me chateou um pouco.

O livro é bem mais satírico e exagerado, com aventuras mais “malucas” como a ida ao espaço com um chimpanzé, enquanto o filme suaviza isso colocando mais sensações que mechem com nosso emocional como o marcante vínculo de Forrest com Jenny. Ainda falando dessa diferenças no filmes Forrest é retratado mais inocente e infantilizado diferente da forma que ele é apresentado no livro.

Se você têm o filme como seu favorito, se for curioso para ler pensando que vai conseguir sentir o que sente ao assistir a "Forrest Gump", pense duas vezes antes de iniciar a leitura, pois como em toda adaptação sempre têm algo que vai te irritar contudo aqui em vez de se irritar com o filme você vai se irritar com o livro que mesmo sendo muito bom (pois sim eu gostei) não consegue extrair a leveza e sensibilidade que a adaptação conseguiu trazer. 

Além de que no filme a gente ri do personagem e no livro nós rimos com o personagem, quando ele nos conta suas histórias. No filme essa leveza faz com que o sentimentos sejam diferentes do livro, mas pra mim não deixou a história mais ruim, mas sei que isso pode incomodar quem for ler procurando o mesmo sentimento aqui.

Forrest  raciocina, prensa reflete, toma decisões e mesmo que todos achem que ele é um idiota, ele vive a vida como todo mundo, ele têm gostos, sentimentos e até se relaciona sexualmente como qualquer um, vive um vida normal mesmo tendo um QI baixo.

Adoro o filme, ele foi muito marcante pra mim, mas gostei também do livro. Agora tenho os dois como queridinhos e histórias inesquecíveis que sempre vou lembrar.

CURIOSIDADE: Uma coisa que descobri foi que o autor não gostou do que fizeram com a adaptação de seu livro, e após o filme ter feito sucesso ele lançou o livro “Gump & Co”, que é a continuação da trajetória do personagem após os acontecimentos do filme.

P.s: Este livro recebi da parceria que consegui neste ano de 2025 com a Editora ALEPH contudo quero ressaltar a vocês que mesmo sendo um material recebido de parceria minha opinião é de coração e sincera sobre o que eu achei da história.

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Selo de Leitura:

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Crítica: O Grande Durante {Livro}

"Admirando-o, deslumbrado, Dennis desejou que sua própria voz fosse tão classe média quanto a de Clive e tivesse o tom de alguém acostumado a ser ouvido."

O Livro que vim trazer hoje aqui é "O Grande Durante" escrito por Alan Moore publicado no ano de 2024, possui 384 páginas e foi publicado aqui pela Aleph.

Assim que vi o nome do autor na lista de livros no site da editora eu fiquei muito curiosa então fui ler a sinopse e acabou que ela me chamou mais atenção ainda e com isso eu fiquei muito ansiosa para o pedido do mês para poder pedir ele para ler, tanto que quando ele chegou acabei pegando-o para ler imediatamente.

O livro é escrito pelo renomado autor Alan Moore, conhecido por obras como V de Vingança e Watchmen. E só pelo nome do autor eu iniciei a leitura muito empolgada, contudo não posso deixar de comentar que a sinopse e a temática me atrai muito. Fiquei muito feliz em recebe-lo estou sem palavras para dizer o quão encantada eu fiquei com esse recebido.

O livro é lindo demais, o tons da paleta de cores as imagens escolha da fonte me agradaram muito e não só capa e sim da contracapa, ambos estão lindos demais. O livro é de capa dura, as folhas são amarelinhas e a diagramação está muito caprichada e não encontrei erros de português.

A história se passa na Londres do pós-Segunda Guerra Mundial, onde acompanhamos Denis um jovem de 18 anos que tenta sobreviver no caos de Londres. Ele trabalha em um sebo de livros e em certo momento ele encontra um livro que não deveria existir na sua realidade já que este trás a história de uma Londres secreta e agora para manter a existência de Londres ele precisa devolver esse livro para o seu tempo para que assim evite que as duas realidades se colapsem.

"Todo som, toda sílaba se evanesce, borbulhante, em sussurros líquidos a uma distância aural: Você está na Londres real, nos índices da Charing. Não está mais na Londres Curta"

A narrativa é bem descritiva, lenta o texto é muito bem escrito o que mostra um rico domínio sobre a linguagem, mas que acaba precisando de uma atenção maior com o texto. E aqui vai um ponto, pois quem não gosta de extensas descrições não vai gostar do texto de Moore, pois ele esmiúça muito sua história.

Confesso que o prólogo foi confuso e difícil demorei para conseguir me conectar coma história. Até pensei várias vezes que eu devia ser muito burra para não estar entendendo, por não estar conseguindo seguir com mais facilidade em frente.

Pontos positivos: O capricho da edição preciso falar novamente sobre isso, o mapa no inicio do livro (amo mapas) a forma criativa e rica que o autor trás para a história.  A criação dos personagens, mas principalmente a criação da Londres longa e a Londres atual me deixou embasbacada com a criatividade do autor, mesmo que em grandes partes da leitura eu tenha me sentindo confusa não têm como não falar que a criação desse mundo é fantástica.

Pontos negativos, pra mim eu senti falta de algumas notas ou um glossário para ajudar em algumas pontos como o da cultura londrina que pra mim é muito novo além de algumas palavras que não conhecia e precisava parar a leitura para pesquisar a respeito e entender melhor a história. A trama é resolvida de forma corrida.

"Knuckleyard mexe a cabeça de um lado para o outro numa postura aterrorizada de negação...ao examiná-las vê que as coisas possuem apenas cinco patas, então mais para estrelas-do-mar articuladas do que pra aranhas, com membranas preta e reluzente estendida entre casa membro...sumindo e  tinindo, procurando agarrar-se às laterais daquele chiqueirinho subterrâneo."

A Londres a que Dennis vive e a que o livro pertence chamada de "Londres Longa, Londres Real ou O Grande Durante" é totalmente diferente cheia de misticismo e surrealismo. Pra mim as duas Londres ao mesmo tempo que foram instigante foram confusa, como comentei lá no prologo em outras partes do livro me senti perdida, confusa e até me senti burra por não estão conseguindo compreender a história em sua totalidade.

O livro que Dennis encontra é o item que consegue lever ele para a "Londres Longa", com isso posso dizer que é por esse meio que ele viaja no tempo, para um tempo totalmente diferente? Eu levei essa mudança de viagem no tempo.

A realidade paralela na Londres longa ou Grande Durante não existe diferença em ficção e realidade tudo pode acontece, pois tudo é real e isso é o mais maluco e fantástico desse mundo. Um ponto positivo é que quando vamos para outra Londres a diagramação muda e o texto fica itálico, e mais um ponto a ressaltar é que essa Londres desculpa é muito fumada.

E sobre os personagens, gostei muito de Dennis ele conseguir me tocar me prender e torcer por ele no decorrer do avanço da história. Já com Ada pé na cova ao mesmo tempo que acho um personagem muito bem construído eu peguei ranço com essa mulher.

"Dennis deu uma risada, ao mesmo tempo que estava atordoado de estarrecimento por dentro. Exceto na primeira vez que os dois tinham se encontrado, quando Clive ligou para a Livros & Revistas de Lowell pro acaso, nunca vira o amigo estiloso se afastar tanto dos tribunais."

Quando vi o subtítulo "Long London 1" pensei que esse seria o primeiro livro de uma série, mas não "O Grande Durante" não é uma série é o que encontrei na divulgação dele, mas pesquisando parece que ele é uma série sim chamada "The Long London Quintet". Ainda tenho dúvidas, mas vamos esperar e ver se vai ter continuidade, por enquanto este primeiro livro vai trazer na história de fantasia urbana. Se vocês tiverem mais informações a respeito deixem nos comentários.

Preciso admitir que em partes foi uma leitura desafiadora, houve momentos que pensei que não conseguira avançar, outros que me senti perdida, mas outros que fiquei maravilhada com esse mundo criado por Moore. 

Mesmo não tendo dado cinco estrelas ou favoritado isso não significa que achei ruim, mas sim como a leitura foi pra mim, pois como comentei eu demorei a me conectar com a história, a narrativa em vários momentos me atrapalhou e por isso da minha avaliação, contudo eu gostei muito da história. Sabe aquela relação de amor e ódio, pois em muitos momentos eu me diverti outros não e apesar disso eu amei a história. E mesmo com esses pontos eu recomendo a leitura, pois você precisa conhecer o "Grande Durante".

Agora fica uma pergunta que me deixa encasquetada é como não se fala mais desse livro O_O Não da pra entender como você não vê ninguém indicando, colocando na lista de desejados um livro com uma temática interessante, mas tão pouco falada.

Conheço o autor, mas nunca li nada nem quadrinhos nem outros livros, só assisti a suas adaptações. Esse é minha primeira experiencia lendo seu trabalho além de ser o primeiro livro de fantasia urbana e apesar dos pontos negativos que ressaltei foi um excelente livro e um ótimo começo para começar esse tipo de fantasia.

Se você gosta de fantasia urbana, ficção cientifica e claro os outros trabalhos do autor tenho certeza que vai amar 'O grande durante".

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domingo, 17 de agosto de 2025

Crítica: O Mundo Perdido {Livro}

"Então ele resolveu criar uma atração turística. Construiu seu Parque numa ilha chamada Isla Nublar, ao norte daqui, e planejou abri-lo ao público em fins de 1989. Eu visitei o Parque um pouco antes da data marcada para a abertura. Mas aconteceu que Hammond teve problemas"

O Livro que vim trazer hoje aqui é "O Mundo Perdido" escrito por Michael Crichton publicado no ano de 2016, possui 360 páginas e foi publicado aqui pela Aleph.

Seis anos se passaram desde os terríveis acontecimentos no Jurassic Park. Seis anos, desde que o sonho extraordinário, nos limites entre a ciência e a imaginação humana, acabou se tornando um trágico pesadelo.

Depois que li no Jurassic Park fiquei maluca para ler a continuação, além de que ao finalizar o livro eu demorei a pegar outra história para ler, pois amei tanto o mundo de Jurassic, amei a narração e enredo que não conseguia sair da história.

A partir dai esperei ansiosa para poder pedir o próximo livro de parceria com a Aleph, pois como posso pedir um livro por mês não via a hora de chegar julho e pedir ele para ler e o foi o que eu fiz, o dificil foi esperar o livro chegar, pois devido as chuvas aqui do sul tudo atrasa por causa das estradas e a ansiedade da espera me deixou maluquinha, pois não via a hora de ter ele em mãos para o devorar.

Amo dinossauros sempre fui encantada por esses seres e depois dos filmes de Steven Spielberg a paixão por esses seres ficaram maiores ainda, contudo depois de ler o primeiro livro o amor que tenho pela franquia só ficou maior ainda.

"Os seres humanos são extremamente destrutivos, disse Malcon - Às vezes eu penso que somos uma espécie de praga que vai acabar com tudo o que existe na Terra. Nós destruímos tão bem que as vezes eu penso que essa é a nossa função. Talvez de milhões e milhões de anos apareça um animal que mata o resto do mundo, esvazia o convés e deixa a evolução prosseguir para a fase seguinte." 

Se você quer ler primeiro "Jurassic Park" e não quer tomar um spoiler do livro recomento a você que não leia a sinopse desse e a partir desse ponto não leia, pois não têm como comentar sobre a história desse segundo livro sem falar do primeiro.

Desta vez vamos para outra ilha, aqui vamos acompanhar a história se passa na ilha Sorna, lugar que foi criado para testes e para as criações dos primeiros dinossauros antes de enviar eles para a ilha Nublar. Neste livro o protagonista é Ian Malcolm e como no primeiro você vai encontrar suas reflexões e pensamentos sobre a vida, sobre ciência e teorias.

Diferente do primeiro livro demorei bastante para engajar na leitura e não é porque achei ruim ou não gostei, o problema é que eu fui querendo logo a emoção do encontro de Ian e os novos personagens com os dinossauros. Pra mim as 142 páginas iniciais forma mais demoradinhas para ler, mas depois foi ótimo a ação pelo menos pra mim começou junto com a empolgação novamente de estar na ilha com os dinossauros.

O enredo do livro é mais complexo e com mais detalhes científicos do que o filme. Não deixei de amar os filmes ainda tenho muito carinho e nunca vou enjoar de assistir, mas a visão que o livro dá a riqueza de detalhes da história fazem com que goste mais ainda dessa história.

O livro apresenta Lewis Dodgson como um vilão, já tivemos um pouco dele no primeiro livro contudo aqui ele está mais ameaçador do que no primeiro livro e até de como ele foi retratado no filme. 

O livro é muito mais sombrio que o filme, o enredo é muito mais complexo repleto de referencias a detalhes científicos.

"Por toda a sua vida, outras pessoas vão tentar tirar suas realizações de você. Não faça isso consigo mesma."

Abaixo deixo algumas comparações com a adaptação do livro, do que é diferente um do outro. Bom do que eu lembro, devem ter mais, mas essas são as que eu consegui lembrar

🦖Novamente temos duas crianças Kelly e Arny. São eles que visitam o depósito onde estão sendo feito os trailers, eles são alunos de outro pesquisador e Malcon não têm filha.

🦖Malcon fala sobre sua experiência na ilha no filme aqui ninguém sabe de nada é como se começassem do zero em relação a descobrir que dinossauros foram clonados.

🦖A ex dele não foi para ilha primeiro e sim outro cientista, ele não volta para esse mundo de dinossauros por namorada e sim para ajudar seu amigo.

🦖Neste livro aparece um dinossauro novo o "Carnotauros", que têm a capacidade de se camuflar, que pra mim é inspiração para a nova franquia "Jurassic World".

🦖Como no primeiro a forma como os dinossauros são escritos é bem diferente, pois para deixar os dinossauros assustadores no filme eles tiraram suas características de cores.

🦖No filme eles vão para a ilha capturar os dinossauros para um novo parque na cidade, aqui nada disso acontece, pois apesar de ter um grupo querendo a posse dos dinossauros a intensão é outra e sim criar eles para caçadores, para diversão de matar além de usar para experimentos.

🦖Os trailers já estão na ilha e ficam parados como uma 'casa' diferente daqui que os trailer foram usados, vemos eles utilizando o veiculo enquanto no filme ele têm mais foco na cena com os tiranossauros.

🦖John Hammond aparece no filme, mas pra quem leu o primeiro livro sabe que ele morreu e a forma como ele morreu acontece com um personagem no segundo filme.

🦖No filme quem faz o papel de Lewis Dodgson é Peter Ludlow que no filme ele é sobrinho de John Hammond enquanto no livro Dodgson é chefe de pesquisa da Biosyn.

🦖Kelly como comentei não é filha de Malcolm, mas no filme ela é e o que ela têm de parecido com a personagem do livro é só o nome. Arby Benton nem existe no filme, nem referencia, nadinha!

🦖As crianças viajam clandestinamente e isso é a única coisa que pode dizer que acontece parecido com a criança do filme.

🦖Eddie é jovem no filme ele é retratado de forma mais velha além de que a forma como ele morre é diferente no livro(Velociraptores) e no filme(Tiranossauro).

🦖O T-Rex permanece na Ilha Sorna no livro enquanto no filme todas as cenas em San Diego são invenções.

"Sente a luz do sol em sua pele? Isso tudo é real. Está vendo todos nós, juntos? Isso é real. A vida é maravilhosa. É um dom estar vivo, ver o sol e respirar o ar."

Sou apaixonada por essa edição o trabalho que a editora têm nesse livros me deixa apaixonada, tenho outros livros sem ser esses novos de capa dura e eles possuem um bom trabalho de capa e diagramação, mas nada comparado a esses livros de capa dura, aqui em casa todos amaram e falam que é um dos livros mais bonitos da estante. O que dizer a não ser que minha estante ficou muito mais linda com eles!

Eu não odiei o livro eu gostei muito, mas ele não conseguiu ser favorito como o primeiro conseguiu. Ao terminar fiquei me perguntando da escolha de escrever esse segundo livro como também da escolha de Ian como protagonista, pois achei ele apagado para um personagem que ao meu ver vai carregar a história, contudo o que mais me incomodou foi a sua personalidade que mudou ele está mais de boa com os dinossauros quer até estudá-los sendo que no primeiro livro ele tinha teorias sempre de como tudo isso era errado e que não terminaria bem.

Por fim se recomendo a leitura de "O Mundo Perdido" com toda certeza é um belo e gigantesco sim. Leia e depois assista o filme para ver as mudanças, mas também para enriquecer mais ainda a história caso não esteja lembrando as diferenças do filme e do livro.

P.s: Este livro recebi da parceria que consegui neste ano de 2025 com a Editora ALEPH contudo quero ressaltar a vocês que mesmo sendo um material recebido de parceria minha opinião é de coração e sincera sobre o que eu achei da história.

👉Onde comprar: https://editoraaleph.com.br

Selo de Leitura:

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Crítica: Edgar Allan Poe, Contos de ficção científica {Livro}

O Livro que vim trazer hoje aqui é "Edgar Allan Poe, Contos de ficção científica" escrito por Edgar Allan Poe publicado no ano de 2025, possui 480 páginas e foi publicado aqui pela Aleph.

Aqui você vai encontrar um compilado de contos que possuem comentados por Martha Argel e Humberto Moura Neto onde você encontra contos com temáticas como: visões do futuro, viagens extraordinárias e aparatos tecnológicos que acabam se misturado a especulações sobre as fronteiras da vida e da morte.

Neste segundo pedido de leitura pedi o segundo volume de Jurassic park e além do meu pedido recebi este livro e mais um. Fiquei feliz demais com os recebidos a mais além de que quando vi este livro sendo divulgada já havia colocado ele em minha lista de desejados e graças a querida da Aleph realizei esse desejo.

Já li dois livros de contos do Poe "Contos obscuros de Edgar Allan Poe" e "A Carta Roubada, E outras histórias de crime e mistério", este é o terceiro livro do autor que leio e não é por puxar saco, mas de todas as edições que tenho esta é a mais bonita e mais caprichadinha, tanto que não costumo colocar fotos dos livros em resenhas e este eu vou ter que postar para compartilhar com vocês um pouco desse trabalho.

Uma das coisas que já me chamou atenção no livro é a forma como foi disposto os contos, estes sendo divididos em parte como mostro nas duas imagens de aberturas desses contos:


Pare 1, chamada de "As assustadoras aventuras marinhas de Poe" encontramos dois contos. Um dos temas que têm me deixado curiosa, mas que eu já gosto muito nos filmes são os eventos climáticos e aqui nos encontramos dois contos que além dessa temática ainda temos histórias marítimas, mas com aquela pegada sobrenatural.

Pare 2, chamada de "Poe e seu interesse pelo mesmerismo" encontramos três contos. Esse tema foi bem surpresa para mim, pois não conhecia sobre o "mesmerização" não tinha ideia sobre o que era e o bom desse livro que para além dos contos as notas te ajudam muito a compreender mais os contos. Aqui você vai ter o lado místico e espiritual nas histórias.

Pare 3, chamada de "O jornalismo insólito de Poe" encontramos dois contos. Essa parte foi a mais divertida e engraçada pelo menos para mim, pois a forma como Poe conta suas histórias 'mentirosas' (se posso chamar assim) sobre travessia pelo Atlântico em um balão além do que posso chamar Alquimia, onde ele nos conta as experiências de um química criando ouro.

Pare 4, chamada de "A filosofia de Poe em diálogos" encontramos três contos. Nesta parte foi onde eu dei mais uma remadinha para ler, mas não porque não gostei, mas não sei como por em palavras, pois diferente dos outros contos esses demoraram mais para engrenar na leitura, mas eles não são ruins só que as outras três partes me instigaram mais.

Pare 5, chamada de "O humor satírico de Poe" encontramos quatro contos.  Essa é a parte onde encontramos mais contos e outra parte que junto com a terceira me deixou bem alegre e me diverti lendo eles. Aqui encontramos sátiras e deboches à sociedade.

Poe pra mim beira entre eu gostei de ler e não gostei de ler, pois sua linguagem nem sempre é tão compreensível, contudo com essa edição eu não tive isso, pois os comentários em cada conto fizeram a experiencia em cada um deles mudarem e tornar a leitura mais agradável, pois não só esses comentários e sim a apresentação do conto explicando para o leitor como que surgiu a ideia e nos mostrando o lado científico que as histórias carregam.

Já comentei, mas acabei me repetindo, pois estou apaixonada no capricho dessa edição. Adorei a capa, a escolhas das ilustrações, fonte, paleta de cores me agradaram e muito. A parte interna, a diagramação, as notas que acompanham cada conto. A abertura para o inicio das partes onde encontraremos os contos está linda, as notas que acompanham os contos além de ajudar nos deixam compreender mais o conto lido.

Abaixo imagem para referencia da abertura onde vemos o texto que nos auxilia ao conto e depois a abertura com o conto:


Não se pode esquecer de comentar sobre A apresentação do livro, o Prefácio e o Posfácio onde encontramos um ótimo texto sobre o autor e a ciência, que torna a leitura mais interessante além de matar a curiosidade sobre as histórias de Poe.

Por fim preciso novamente comentar e falar que a Aleph e os organizadores Martha Argel e Humberto Moura Neto, estão mais que de parabéns pelo belo trabalho feito nessa edição, estou sem palavras ou repetitiva demais, mas oq eu falar a não ser que eu amei.

Só pela edição e o capricho em que o livro foi elaborado colocaria ele nos meus favoritos, contudo teve alguns contos que não me prenderam tanto quanto outros, ele é nota 5 só não foi para meus favoritos.

Se você gosta da escrita, das histórias de Poe conheça esse trabalhado dele pela Aleph, pois vai gostar e muito dos contos separados e com toda certeza esse é um daqueles livros que vão deixar sua estante mais linda ainda.

P.s: Este livro recebi da parceria que consegui neste ano de 2025 com a Editora ALEPH contudo quero ressaltar a vocês que mesmo sendo um material recebido de parceria minha opinião é de coração e sincera sobre o que eu achei da história.

👉Onde comprar: https://editoraaleph.com.br

Selo de Leitura:

terça-feira, 1 de julho de 2025

Crítica: Flores Para Algernon {Livro}

“Nenhum deles me olhava nos olhos. Eu ainda consigo sentir a hostilidade. Antes, riam de mim, desprezando-me por minha ignorância e estupidez; agora, eles me odiavam por meu conhecimento e compreensão. Por quê?”

O Livro que vim trazer hoje aqui é "Flores Para Algernon" escrito por Daniel Keyes publicado no ano de 2018, possui 311 páginas e foi publicado aqui pela Aleph.

Publicado originalmente em 1966 Flores para Algernon foi o grande expoente da carreira do escritor, ganhador do prêmio Nebulosa.

O livro é narrado através de relatórios escritos pelo protagonista, um homem com trinta e dois anos que é submetido a um experimento científico ousado e inédito, que tem como objetivo aumentar seu Q.I de inteligência até então muito abaixo da média. Ele passa por uma cirurgia experimental para aumentar sua inteligência e registra suas experiências e sentimentos nesses relatórios.

A narrativa é construída através desses relatos, que mostram sua evolução intelectual e emocional, bem como suas dificuldades de adaptação e suas relações com as pessoas ao seu redor. Essa forma de relatórios torna a leitura mais dinâmica e interessante tornando a leitura ou no meu caso escutar esses relatórios mais interessante e dinâmico e até divertido.

Em vez de partes ou capítulos o livro é separados em: Relatórios iniciais, Relatórios durante a progressão e Relatórios finais onde os primeiros relatórios como disse são iniciais onde acompanhamos
Charlie que descreve sua vida antes da cirurgia, com sua ingenuidade e dificuldades de aprendizado.
Já nos relatórios durante sua progressão após a cirurgia acompanhamos a crescente inteligência e como isso afeta sua vida, seus relacionamentos e sua percepção do mundo. Já nos relatórios finais nos deparamos com Charlie mostrando o declínio de sua inteligência e o impacto disso em sua vida.

Entre as partes a que mais mexeu comigo foi os iniciais onde acompanhamos os relatórios e a comparação do ser humano com o ratinho. Os sentimentos ali expostos me deixaram mais atenta e curiosa. Essa comparação te faz sentir tão pequeno.

“Estava tudo bem enquanto eles pudessem rir de mim e parecer inteligentes à minha custa, mas agora eles se sentiam inferiores ao imbecil. Comecei a ver que, por meio do meu surpreendente crescimento, eu os fiz encolher e enfatizei suas inadequações. Eu os havia traído, e eles me odiavam por isso.”

Queria ler algo da editora esse mês, procurei na minha estante se tinha mais algum livro da editora, mas então lembrei que tinha ebooks. Eu não leio ebook por dois motivos: Prefiro o fico, mas principalmente porque minha enxaqueca piora, então os ebooks que tenho ficam ali esperando um dia lê-los, mas ler no celular é pior ainda. Por minha sorte este livro além de e-book tinha o áudio book e juntando a vontade de ler algo da editora e querendo ter minha experiência com esse tipo de "leitura" peguei-o para ler/escutar.

Entre os dois meios digitais de livros: "e-book" e "áudio book" gostei muito mais do AB, mas pra mim ele só funciona se estiver fazendo algo no pc que no caso aqui foi jogar, caso contrário eu não conseguiria me prender a história.

Como comentei gostei bastante da escolha de narrativa do autor, pois a estrutura em relatórios faz com que você leitor acompanhe a evolução de Charlie fazendo com que você senta suas mudanças emocionais e intelectuais de maneira mais intensa.

"Tenho que tentar guardar algumas das coisas que aprendi. Por favor, Deus, não me tire tudo."

Há tantas partes interessantes e emocionantes para compartilhar que fica difícil escolher os quotes para compartilhar junto com a minha opinião, pois da vontade de colocar mais e mais deles do que minha opinião sobre minha experiência com o livro.

Uma coisa que posso dizer após essa experiencia de leitura é que o tempo todo desde o inicio ao fim "Flores Para Algernon" me fez sentir mil e umas coisas ao mesmo tempo, pensar mil coisas ao mesmo tempo, refletir e imaginar as circunstancias da vida. Charlie te conquista do começo ao fim e sua história é emocionante e te faz refletir muito acerca de diversas fatos da vida, das pessoas da sociedade.

Por fim, me surpreendi muito com o livro, não esperava que gostaria tanto da história e que ela me prenderia como me prendeu. Foi uma ótima experiencia além de um ótimo texto que te deixa nauseado pensando sobre a humanidade, sobre si, sobre a vida.

“Apesar de sabermos que, no fim do labirinto, a morte nos aguarda (e isso é algo que nem sempre soube, até pouco tempo atrás, pois o adolescente em mim pensava que a morte acontecia só com outras pessoas), vejo agora que o caminho escolhido pelo labirinto me faz quem sou. Não sou apenas uma coisa, mas também uma maneira de ser – uma das muitas maneiras -, e saber os caminhos que percorri e os que me restam vai me ajudar a entender o que estou me tornando.”

O livro traz muitos questionamentos sobre a ciência, humanidade, permissões, traumas, neuroses, sentido da vida e da importância de aproveitá-la. O autor finaliza a história de uma forma arrebatadora, que te despedaça te derruba e te deixa à deriva, Você termina o livro e fica nauseado com a enxurrada de reflexões que você se faz ao acompanhar a vida de Charlie.

Se você gostou e ficou curioso sobre "Flores Para Algernon", a edição da Aleph está linda demais, com capa dura, uma diagramação bem agradável além de vir junto com um lindo marcador.

CURIOSIDADE: Flowers for Algernon foi adaptado muitas vezes para diferentes tipos de mídias, incluindo palco, tela e rádio.

➺Um episódio de 1961 do drama de televisão The United States Steel Hour, "The Two Worlds of Charlie Gordon", estrelado por Cliff Robertson.
➺Um filme de 1968, Charly, também estrelado por Cliff Robertson, pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Ator.
➺Uma peça teatral de 1975, Entaha El-Dars Ya Ghabi ( A aula acabou, idiota) do ator egípcio Mohamed Sobhi.
➺Uma peça teatral de 1969, Flowers for Algernon, de David Rogers.
➺Um musical de palco de 1978, Charlie and Algernon, de David Rogers e Charles Strouse.
➺Uma ópera rock de 1979, A Curious Feeling de Tony Banks.
➺Uma peça de rádio de 1991, Flowers for Algernon, para a BBC Radio 4 estrelada por Tom Courtenay.
➺Um episódio de 1991 da série de televisão Star Trek: The Next Generation, "The Nth Degree".
➺Um filme para televisão de 2000, Flowers for Algernon, estrelado por Matthew Modine.
➺Um episódio de 2001 da série de televisão Os Simpsons, "HOMR".
➺Um episódio de 2001 da série de televisão The Invisible Man, "Flowers for Hobbes".
➺Uma história em quadrinhos do Homem-Aranha de 2001, "Flowers for Rhino", de Peter Milligan e Duncan Fregredo.
➺Um drama japonês de 2002, Algernon ni Hanataba o para a Fuji Television, estrelado por Yūsuke Santamaria.
➺Um filme para a televisão francesa de 2006, Des fleurs pour Algernon .
➺Um episódio de 2013 da série de televisão It's Always Sunny in Philadelphia, "Flowers for Charlie".
➺Um episódio de 2013 da série de televisão The League, "Flowers for Taco".
➺Um drama japonês de 2015, Algernon ni Hanataba o para Tokyo Broadcasting System, estrelado por Yamashita Tomohisa e Chiaki Kuriyama.
➺Um episódio de 2020 da série de televisão Curb Your Enthusiasm, " Beep Panic ".

Outras adaptações para teatro e rádio foram produzidas na França (1982), Irlanda (1983), Austrália (1984), Polônia (1985), Japão (1987, 1990) e Tchecoslováquia (1988).


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