Mostrando postagens com marcador Companhia das Letras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Companhia das Letras. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Crítica: Os colegas de Anne Frank {Livro}

“Anne era curiosa sobre tudo e todos.”
“Ela falava demais, mas era impossível não gostar dela.”

O Livro que vim trazer hoje aqui é "Os colegas de Anne Frank" escrito por Theo Coster publicado no ano de 2012, possui 200 páginas e foi publicado aqui pela Objetiva.

A Objetiva é um selo do Grupo Companhia das Letras, tendo sido integrada ao grupo em 2015. Comprei esse livro a muito tempo, pois gosto de ler essas histórias com fatos históricos que mesmo triste acabam sendo muito bom, pois fazem você repensar muitas coisas.

O livro é pequeno bem curtinho e bem rapidinho de ler com uma narrativa com um ritmo mais lento, já que se baseia em entrevistas e recordações, mas que te prende do começo ao fim e com uma história que te deixa preso querendo mais e mais, pois "Os colegas de Anne Frank" te faz refletir sobre a vida. Para além de ser uma leitura essencial para quem já conhece o Diário de Anne Frank, sendo esse o motivo de tê-lo comprado, pois queria saber mais de como ela viveu antes do esconderijo.

O livro "Os Colegas de Anne Frank", é escrito por Theo Coster,  que também foi colega de classe de Anne Frank em Amsterdã. Ao contrário de muitas obras que se concentram apenas no diário de Anne ou em relatos posteriores sobre seu tempo escondida, o autor reúne testemunhos de antigos alunos da Escola Judaica em que Anne estudou. Esses relatos oferecem não apenas lembranças pessoais, mas também fragmentos de um cotidiano que a guerra e a perseguição tentaram apagar.

“Anne tinha opinião sobre tudo.”
“Era uma menina alegre, cheia de vida.”

Aqui você vai encontrar histórias que humanizam a figura de Anne, mostrando-a como uma garota comum: curiosa, alegre, às vezes irreverente, mas também sensível. Essa dimensão cotidiana, quase íntima, contrasta com a imagem mítica que muitos leitores carregam da Anne escritora e mártir, aproximando-a novamente de uma adolescente de carne e osso.

Cada colega entrevistado por Coster compartilha não apenas memórias sobre Anne, mas também sua própria trajetória durante e após a guerra. A história ao mesmo tempo que é delicado também é doloroso a leitura faz com que paremos e reflitamos sobre o valor da vida o valor de como a história da humanidade é construída não só pelos grandes relatos, mas também pelas pequenas vozes que, quando reunidas, formam um coro poderoso.

Os Colegas de Anne Frank é mais do que um livro de memórias: é um testemunho coletivo de uma época marcada pela perda e pelo silêncio imposto pela violência nazista. Theo Coster consegue transformar lembranças pessoais em um legado histórico e humano, reforçando a importância de preservar essas vozes para que o esquecimento nunca vença.

Se você gosta de histórias da segunda guerra mundial esse é um livro para você, mas saiba que aqui o que você vai encontrar é uma visão diferenciada dos amigos de infância de Anne Frank sobre ela própria e sobre o holocausto.

“Anne era teimosa, nunca aceitava perder uma discussão.”
“Às vezes era mandona, mas era difícil ficar zangado com ela.”

Selo de Leitura:

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Crítica: Maus {Quadrinho}

 "Sim, a vida sempre fica do lado da vida e, de alguma forma, as vítimas são culpadas. Mas não foram as melhores pessoas que sobreviveram, nem as melhores que morreram. Foi aleatório!" (Art Spiegelman)


Hoje trago o que achei do quadrinho "Maus" do autor Art Spiegelman, publicado aqui pela Companhia das Letras no ano de 2022 possuindo 296 páginas.

Em Maus vamos acompanhar o autor entrevistando seus pais que são sobreviventes do holocausto, onde vemos recortes de tudo o que eles viveram nesse tempo como também do tempo em que eram prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz.


Faz tempo que eu queria ler esse quadrinho, ele estava na minha lista de desejados há muito tempo e enfim consegui ler graças a meu amigo lindo que me deu de presente ele. E que presente foi esse eu amei demais o carinho dele por me dar esse quadrinho.

Eu sabia que quando eu lesse ele eu iria amar e não tive dúvida eu gostei muito de Maus, do começo ao fim a leitura foi maravilhosa.

No quadrinho os judeus são representados como ratos, e nazistas, como gatos. Eu entendo a escolha dos animais para a representação, contudo fico chateada que os gatos sejam sempre representados como maus,  como amante de gatos e por saber que eles são anjinhos que nos protegem isso me chateia, mas eu isolo esse fato e mesmo com isso que me chateia eu consigo enxergar o quão bem feita é a história.

Eu amei o quadrinhos e  recomento a todo o tipos de leitores, pois todos precisam conhecer "Maus". Acho essencial que essa voz nunca se apague e que tenhamos conhecimento de todo mau feito para nunca repetirmos as mesmas atrocidades.

"Sei que isso é insano, mas de alguma forma gostaria de ter estado em Auschwitz com meus pais para que eu pudesse de fato saber o que eles viveram! Acho que é um tipo de culpa por ter tido uma vida mais fácil do que a deles." (Art Spiegelman)

CURIOSIDADE: O conselho escolar de um condado do estado do Tennessee, nos EUA, decidiu proibir o uso da história em quadrinhos "Maus" em sala de aula. O livro ganhou em 1992 o prestigiado prêmio Pulitzer, a única HQ até hoje a conseguir o feito. (Informação retirada do site BBC News Brasil.

Acho que em certas coisas a geração e as escolas estão muito mimizentas (essa é minha opinião), pois penso ao contrario da decisão dessa escola. Não acho que os pontos que eles colocaram sejam relevantes. Para mim Maus teria que estar em todas as escolas, para que todos desde novo tenham conhecimento do que foi o "Holocausto" e assim para que criem consciência, empatia desde cedo!

Selo de Leitura:
 

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Crítica: Cidade de Deus {Livro}

“Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza e nele confiarei.” Frases de Cidade de Deus (Filme)

O Livro que vim trazer hoje aqui é "Cidade de Deus" escrito pelo autor Paulo Lins publicado no ano de 2007, possui 456 páginas e foi publicado aqui pela Editora Companhia das Letras.

O livro se baseia em fatos reais. Grande parte do material utilizado para escrevê-lo foi coletado durante os oito anos (entre 1986 e 1993) em que o autor trabalhou como assessor de pesquisas antropológicas sobre a criminalidade e as classes populares do Rio de Janeiro.

Conheci a história primeiramente pelo filme que acredito ter marcado muito o cinema brasileiro. Acabei lendo o livro como trabalho para faculdade, dentre os livros escolhidos para ler essa foi a história que mais queria ler, pois tinha muito curiosidade sobre o texto.

“Morador de favela virou sinônimo de bandido.” Frases de Cidade de Deus (Filme)

A narrativa é contada em uma série de histórias interligadas, que vão de 1960 até os anos 1980 seguindo a vida de vários personagens. Demorei um pouco para engrenar na leitura de começo eu fiquei incomodada com a narrativa, mas conforme fui avançado nele a narrativa foi ficando mais próxima e junto comecei a gostar mais do texto.

Este é um daqueles livros em que você pode ficar destacando pontos e discutindo a respeito deles, pois o autor consegue trazer de forma excelente como é a vida na  "Cidade de Deus" começando pela desigualdade social, estupros, violência, e muito mais coisas desagradáveis.

Esse é um daquele livros que precisam ser explorados e trabalhados principalmente em escolas e faculdades, pois a abrangência que ele têm para se discutir os temas da realidade o torna essencial.

Se você filme o filme e não leu, leia. Agora se você leu e não viu o filme assista e caso não tenha feito nenhum dos dois conheça, pois vale muito apena!

“Meu coração te escolheu, morou? Quando escolhe, vou onde ele quer.” Frases de Cidade de Deus (Filme)

Selo de Leitura:

 

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Crítica: O Matador {Livro}

“Às vezes, eu disse, às vezes, eu tenho a impressão de que o mundo está de costas para o homem, o homem de costas para Deus, Deus de costas para o mundo, uma zorra completa, você não tem?”

O Livro que vim trazer hoje aqui é "O Matador" escrito pelo autor Patrícia Melo publicado no ano de 1995, possui 208 páginas e foi publicado aqui pela Editora Companhia das Letras.

Neste livro acompanhamos um jovem da periferia da cidade grande perde uma aposta de futebol e acaba pintando seus cabelos de louro. Essa aposta acaba desencadeando uma série de ocorrências o deixando frustrado e chegando ao ponto em que ele não consegue diferenciar entre a matança e o baile funk, entre o amor e o ódio.

“Realmente não dá para entender como é que um sujeito faz uma bobagem dessas. Só há uma explicação: Destino. Antes da gente nascer, alguém, sei lá quem, talvez Deus, Deus define direitinho como é que vai foder a sua vida. É isso. Era minha teoria. Deus só pensa no homem quando tem que decidir como é que vai destruí-lo.”

Esse é mais um livro que li para um trabalho da faculdade, entre as sinopses esse foi o que me deixou mais curiosa a respeito da história. Não foi um livro ruim, mas não foi um livro perfeito, pois nas primeiras cinco páginas eu já queria desistir do livro. Só fui até o fim pela curiosidade e obrigação.

A narrativa não é ruim eu consigo ver o quão a autora trabalhou bem no livro, trazendo para nós leitores humor  e crítica social e em doses homeopáticas. É um livro muito bem escrito, mas que não faz meu tipo de leitura e por isso acabou não me deixando apaixonada por ele, contudo cabe dizer que é um bom livro mesmo não sendo a minha preferência literária.

Mesmo não gostando do livro preciso ressaltar que ai autora trabalha muito bem a transição na personalidade e estilo de vida do personagem principal nos mostrando o seus mundo onde conseguimos colocar lado a lado a sua vida onde acompanhamos ele matando por dinheiro e dormindo em paz sem remorsos, sem culpa.

O ponto em que a autora consegue nos apresentar o retrato de uma parcela da sociedade brasileira, nos deixa curiosos e faz com que refletimos sobre o assunto.

Para mim o livro não funcionou, mas como comentei é um bom livro e acredito que para muitos o livro deva ser perfeito para você, mas caso você tenha gosto parecido com o meu não sei se essa seria uma boa leitura, pois pode acontecer o que aconteceu comigo e você ache a leitura tediosa.

“Até matar o primeiro cara a gente pensa que existe essa história de aprender a matar. Aprender a matar é como aprender a morrer, um dia você morre e pronto. Ninguém aprende a matar. Isso é conversa furada de tira. Todo mundo nasce sabendo. Se você tem uma arma na mão já sabe tudo.”

Selo de Leitura:

 

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Crítica: Barba ensopada de sangue{Livro}

“Persuadir uma pessoa a não seguir o coração é obsceno, a persuasão é uma coisa obscena, a gente sabe do que precisa e ninguém pode nos aconselhar. O que eu vou fazer está decidido há muito tempo, antes de eu próprio ter a ideia”.

O Livro que vim trazer hoje aqui é "Barba ensopada de sangue" escrito pelo autor Daniel Galera publicado no ano de 2012, possui 424 páginas e foi publicado aqui pela Editora Companhia das Letras.

Aqui acompanhamos a história de um professor (cujo nome não conhecemos) de educação física busca refúgio em Garopaba, um pequeno balneário de Santa Catarina, após a morte do pai.  Sempre acompanhado por Beta, cadela do falecido pai. Portador de uma condição neurológica congênita ele acaba interagindo com os outros de modo peculiar, mas aos poucos, ele vai reunindo as peças que talvez lhe permitam entender melhor a própria história.

“O corpo é sua própria capsula do tempo e sua viagem é sempre um pouco pública, por mais que a tentemos esconder ou maquiar.”

Foi o primeiro livro do autor que eu li e eu fiquei com um misto de gostei e não gostei. A narrativa não é ruim, mas demorou para me conquistar em muitos momentos eu achei ela arrastada demais.

Um dos pontos que mais chamou minha atenção e  que eu pensei que seria mais divertido na leitura era a verdade por trás do desaparecimento do avô, mas acabei me decepcionando, pois senti que essa parte não foi tão desenvolvida.

Quando você se depara com a carta que o protagonista recebe com as seguintes palavras: “Vou me suicidar e quero que, logo depois da minha morte, você sacrifique a minha cadela, Beta.” Eu simplesmente pensei em desistir de ler, pois não gosto de livros com maldades com os animais, ver eles sofrer me faz mal demais. Contudo essa foi uma leitura que não podia abandonar, pois quando li ele foi por "obrigação" foi para um trabalho da faculdade, caso não fosse só por esse trecho eu já não continuaria a ler, independente de todo mundo falar que é um bom livro esse é um ponto que não rola pra mim.

Outro ponto que me deixo receosa e abada foi sobre a questão do suicido que me pareceu que o autor iria fazer com que nos leitores iriamos ter uma reflexão sobre suicídio, mas ainda bem que não foi nada disso. A questão que eu vejo aqui é a discussão sobre a morte e sobre a vida e como cada um leva esse tema de forma diferente.

P.s: Preciso ressaltar que mesmo não sendo uma reflexão sobre suicídio esse livro fala sobre, a temática é forte e para quem têm gatilhos não recomendo a leitura desse livro.

“O repertório de carícias de uma pessoa é uma coisa comovente de se pensar. Por que toca nas outras dessa ou daquela maneira. Vem de tantos lugares. O que imaginamos que deve ser bom, o que nos disseram que era bom, o que fizeram em nós e gostamos, o que é involuntário, o que é nosso jeito de agradar e pronto.”

Selo de Leitura:

 

Importante!! Pessoal, caso encontrem links com defeitos, avisem por comentário ou pelo e-mail: angelicapinheiropereira@gmail.com, para que possamos arruma-los.