
Para quem não conhece como eu Lorena Kaz é ilustradora e quadrinista carioca. Seu talento vem de família, considerando que Lorena é sobrinha do Ziraldo.
Apaixonada por viajar, conheceu a Lhama na Bolívia e a levou para São Paulo, onde criou o projeto “Uma lhama por dia!”: retratos diários da Lhama fantasiada de personagens da cultura pop, do cotidiano e da mitologia do Brasil e do mundo. Este é o primeiro livro da dupla. Muitos outros desenhos podem ser vistos na página facebook/umalhamapordia e no site lorenakaz.com.... (Fonte: Editora Conrad)
E O QUE EU ACHEI...
"Eu não esperava por isso!" — Se eu tivesse que resumir minha reação ao abrir "Uma Lhama no Cinema", essa seria a frase perfeita. Sabe aquele tipo de surpresa deliciosa que te pega totalmente desprevenida? Pois é. O que eu pensei que seria apenas um "livrinho diferente" acabou se tornando o centro das atenções, conquistando não só o meu coração, mas o de todo mundo que ousou espiar por cima do meu ombro.
O sucesso foi tanto que minha sobrinha virou fã número um. Ela não me deixava guardar o livro por nada: "Tia, não leva embora! Eu quero continuar descobrindo os filmes. Viu como eu já conheço um monte?". E assim seguimos por dias, mergulhadas nas páginas. O entusiasmo foi tão contagiante que já espalhei a novidade para meus professores e colegas; resultado? O livro foi direto para a lista de desejos de todo mundo, com promessa de compra imediata!
Para quem ficou curioso, "Uma Lhama no Cinema" foge do óbvio. Ele não traz uma narrativa convencional com textos, nem é um livro de colorir (embora a vontade de interagir seja enorme!). É uma obra puramente visual, onde uma lhama absolutamente charmosa faz o "cosplay" perfeito de grandes clássicos do cinema, novelas icônicas e personagens que moram no nosso imaginário.
Sério, tem como algo ser mais genial, fofo e viciante do que essas lhamas? Cada representação é um deleite visual. Orgulhosamente, acertei 90% das referências, mas terminei a última página com um único pensamento: eu preciso de muito mais lhamas no cinema!



E DEPOIS DE ANOS EU AINDA REVISO SEMPRE QUE ARRUMO MINHA ESTANTE...
Às vezes, a maior sofisticação está em um bicho peludo e desajeitado comendo pipoca em frente ao telão.
É fascinante como o silêncio de "Uma Lhama no Cinema", da Lorena Kaz, consegue ser mais barulhento que muito blockbuster. Quando as palavras saem de cena, o cérebro assume a direção: você vira o roteirista, encontrando aquele easter egg escondido no fundo do quadro ou percebendo uma expressão facial que passou batido na décima leitura.
O segredo dessa diversão eterna é a universalidade. Sem texto, não há barreiras. É por isso que as visitas "pescam" o livro na estante e ficam hipnotizadas; a piada visual é um idioma que todo mundo fala fluentemente, dos 8 aos 80 anos. É um exercício de "Onde está o Wally?" cinematográfico que transforma a leitura em um jogo coletivo na sua sala.
No fim das contas, a Lhama prova que não precisamos de diálogos complexos para rir só de uma boa referência e um pouco de carisma lanoso.
Você já conseguiu identificar todas as referências de filmes em uma única página, ou sempre surge algum detalhe inédito quando você folheia de novo?
E você ficou curioso para descobrir quais outros filmes essa Lhama fofa está representando, então compre o livro, tenho certeza que como eu essa Lhama vai te conquistar.


Querida, nunca tinha visto esta crítica!
ResponderExcluirMuito obrigada!! :)