quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Crítica: Na Companhia das Estrelas {Livro}

Às vezes, um bom coração é tudo de que um homem precisa

O livro de Peter Heller: Na Companhia das Estrelas, traz uma história linda de dor, solidão, superação. Peter Heller é colaborador da NPR e coeditor da revista Outside, do Men’s Journal e da National Geographic Adventure. É um premiado escritor de aventuras — já viajou o mundo em um caiaque escrevendo sobre corredeiras do Cáucaso, América Central e do Sul —, autor de quatro livros de não ficção. É mestre em Ficção e Poesia pela Oficina de Escritores de Iowa. Heller nasceu e cresceu em Nova York.

Com relação ao material gráfico, e a finalização do livro tenho a dizer que, a capa deste livro está apaixonante/belíssima. Já tinha me apaixonado por ela virtualmente, mas ter em mãos é sempre outro tipo de prazer. O material gráfico disposto no exemplar, trás em todo verniz localizado, dando uma impressão de um leve laminado na capa, a imagem do homem o cachorro, avião e constelação é um aperitivo para adentramos na estória. Já o material interno é composto de folhas amarelinhas, letras grandes, tamanho aproximadamente a 14 fonte times, capítulos separados, sendo eles contados em números romanos contidos dentro de sinais de maior e menos, as marcações de texto são separadas pelos sinais também. Outro diferencial do livro é que este vêm separado em três partes, tendo na primeira seis capítulos, na segunda quatro e na terceira três, contabilizando ao total, 13 capítulos.

E a pergunta que ficou na minha mente é como eu classificaria ele, se chamaria de romance distópico ou pós-apocalíptico. Sinceramente acredito tratar-se de um romance distópico, ou estou enganada?
Em relação a construção da narrativa (1ª pessoa) e personagens, ressalto aqui que gostei muito do processo que o autor deu no decorrer do texto. Em seu todo fiquei muito contente com o texto do autor. O autor nos apresenta personagens que nos contam como é estar sobrevivendo em um mundo devastado pela doença, onde há poucos sobreviventes sem o vírus. Como o mesmo cita em (2013, Pg.16) "Não quero ficar confuso: estamos há nove anos assim. A gripe matou quase todos, depois a doença sanguínea matou mais. Os que sobraram são na maioria Nada Legais". Ficamos a par dos acontecimentos através daq visão de Hig, seu melhor amigo que nada mais é que um cachorro e seu vizinho calado Bangley.

Nestas duas citações, tento passar um pouco desta essência que o autor traz: (2013,Pg.78), "Tudo isso, os movimentos, a sequência, a tranquilidade, o regato e o gorgolejo apressado, as ondulações do riacho e o vento sussurrando nos galhos das grandes árvores. Enquanto coloco a linha na vara de pescar. Eu já fizera isso centenas, provavelmente milhares de vez. Tratava-se de um ritual que dispensava pensar. Como calçar meias. Porém, esse ritual me punha em contato com algo que era muito puro, o que significava que, ao pescar, o melhor de mim sempre vinha à tona". Está citação me retoma muito de momentos que vivi, e que ainda vivo, pois o contato com a natureza está comigo todos os dias. São nestes trechos que me me senti dentro da história, em alguns momentos como se eu fosse o Higs. Outra citação que quero trazer á vocês é: (2013,Pg.151), "Existe uma dor da qual você não consegue se livrar. Não tem como se livrar dela falando. Se houvesse alguém com quem falar. O que posso fazer é andar. Um pé após o outro. Inspirar, expirar". É agonizante se imaginar sozinho sem ninguém, perder quem amamos e estarmos nesse mundo gigante com tudo e nada é mais que solitário.

Eu amo estrelas, e quando me deparei com está capa e este título fiquei simplesmente empolgada/curiosa a respeito de como será que o autor vai abordar o assunto aqui no livro. Eu entendo que não têm como você falar cientificamente do tema, porque até então sairá do foco romance e passaria para algo teórico, o que não é o que procuramos com o livro, o que eu digo em descobri como ele vai por seria, falar das constelações no decorrer de suas conversas, não deixando o assunto ser algo chato e sim algo que te faça ficar curioso a ponto de ir ao google pesquisar mais sobre o tema. Em resumo o livro trás a pincelada que eu esperava, que ele traria.

Concluo minha opinião ressaltando que o autor me conquistou com sua narrativa, e estrutura organizada e bem trabalhada mostrando que a esperança não deve morrer nunca, e que você terá sempre uma nova chance para se viver belos e inesquecíveis momentos.

O livro não é cinco estrelas, mas isso não signifique que ele seja ruim, pelo contrario é um livro bom, bem daqueles que você escolhe para ler num final de semana. Sobre a narrativa do autor, ela fui rápida e leve, na sua maioria gostei da sua escrita, com ressalvas de alguns pontos que no decorrer da sua narrativa.

Selo de Leitura:

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