Esta obra procura retratar o drama do povo palestino em uma reportagem em quadrinhos. Reúne os dois volumes da obra, textos, fotos e desenhos de Joe Sacco. O livro funciona como um diário do autor durante a visita que ele fez à Palestina, onde ele mostra ao leitor tudo o que acontece em sua volta e as conversas que teve com as pessoas da região. Durante dois meses, ele coletou histórias nas ruas, nos hospitais, nas escolas e nas casas dos refugiados, presenciando confrontos dos soldados com a população e entrevistando vítimas de tortura.
[...]"Alguns deles foram presos pela manhã e me denunciaram à tarde ... não aguentaram um dia de dor ... Não só seus corpos eram fracos, mas as mentes também, assim como o comprometimento com a causa nacional."[...]
Este quadrinho apresenta a história dos conflitos na Palestina, registrados pelo quadrinista Joe Sacco.
Eu namorava esta graphic novel há um bom tempo e, finalmente, estou com ela em mãos e lida. Minhas expectativas a respeito da história, do desenho e da edição (uma edição especial e única) foram plenamente supridas.
A edição traz fotos reais ao lado das ilustrações de Joe Sacco, bem como um rico material sobre como o quadrinho foi construído. A HQ inicia-se com um texto de Edward Said, intitulado "Homenagem a Joe Sacco". Em seguida, temos o prefácio de José Arbex Jr. e, logo depois, o texto "Algumas reflexões sobre Palestina", de Joe Sacco, que nos mostra sua vivência e como foi construindo a narrativa que nos contaria ali. Enfim, somos apresentados à história da Palestina!
Com uma narrativa ágil, Joe Sacco nos carrega pelas histórias desses conflitos complexos e traumáticos. É necessário comentar que esta obra não é apenas entretenimento, mas sim um registro que nos mostra a realidade através de um quadrinho que se deve conhecer.
Gosto muito de estórias baseadas em fatos reais, e se estes fatos forem históricos e de guerras, me chama mais atenção ainda, e este foi um dos motivos de Palestina me chamar tanto a atenção, o conteúdo ali abordado. Eu sabia que eu gostaria da HQ, só não pensei que gostaria tanto, como foi acontecendo no decorrer da leitura. (...) Eu amei a HQ, e com certeza, quero ler mais obras do autor.
Sempre que deparo-me com estórias baseadas em fatos reais sejam elas de guerras ou não, fico sempre a me perguntar (...) Por que, disso, daquilo?? E essas perguntas nunca são respondidas, porque não encontro respostas que me convenção do Porque real!
Para quem gosta de estórias com fundo histórico, Palestina é mais que uma boa opção. E não somente para quem se interessa pelo tema, mas para todos que um dia tiveram curiosidade a respeito, e claro para fãs de quadrinho, ela não deixa de ser um opção recomodadíssima!
Penso que usar o termo FANTÁSTICO para encerrar o quanto está obra foi ao meu ver, ainda é pouco! Um trabalho meticuloso, caprichado e de uma importância incalculável. Quem ainda não leu Palestina, leia (...) leia, pois não se arrependerá!
Revelador, Triste e emocionante. Palestina trás uma estória que se deve conhecer!
ANOS DEPOIS RELI NOVAMENTE ELA E...
Anos depois, reli esta obra e a sensação é de que ela se tornou ainda mais visceral. É impressionante e ao mesmo tempo desolador perceber como esta história não envelhece. Pelo contrário, ela se torna cada vez mais atual e necessária.
Ao revisitar as páginas de Joe Sacco, percebo que os conflitos e os traumas ali registrados não ficaram no passado; eles ecoam no presente com uma força brutal. A obra continua sendo um documento histórico e humanitário indispensável. Sacco não entrega apenas desenhos; ele entrega rostos, nomes e a crueza de uma realidade que muitos preferem ignorar.
Se na primeira leitura eu estava encantado com a qualidade da edição, hoje minha conexão é com a urgência da mensagem. Palestina não é um quadrinho para ser lido apenas uma vez e guardado na estante; é um registro que deve ser consultado sempre, para que não esqueçamos que, por trás das manchetes de jornal, existem vidas e histórias que o tempo ainda não conseguiu apagar.
O que mais me fascina no trabalho de Joe Sacco é que ele não te entrega apenas dados ou estatísticas. Ele te pega pela mão e te leva para dentro dos campos de refugiados, para o frio das tendas e para as filas dos checkpoints. Você sente a lama, o cansaço e, acima de tudo, a humanidade pulsante que as manchetes de jornal costumam ignorar.
Não encare como "apenas mais um quadrinho". É um documento histórico e jornalístico obrigatório. Se você quer entender as raízes de conflitos tão complexos através de uma narrativa ágil, honesta e corajosa, coloque "Palestina" no topo da sua lista.
É o tipo de livro que a gente termina de ler, mas ele não termina na gente. Ele fica ecoando, nos fazendo questionar o mundo e como olhamos para o outro.



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